População crescente e a reforma tributária são desafios de municípios de Santa Catarina

Prefeituras entram em fase de atenção maior em função da reforma tributária

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Em função do crescimento populacional sete muncipios de SC passarão a receber maior retorno de ICMS, informa superintendente do IBGE no Estado, Roberto Kern Gomes (Foto: Diogo Machado, Divulgação)

Graças à economia pujante e outros atrativos, Santa Catarina segue no topo do crescimento populacional brasileiro. De 2025 para 2026, o país ganhou 790 mil novos habitantes e, desses, 125 mil em SC. Esses dados foram destaques no Congresso de Municípios, Associações e Consórcios de Santa Catarina (COMAC 2026) que se encerrou nesta quinta-feira, no qual o superintendente do IBGE, Roberto Gomes, fez palestra sobre impactos da expansão populacional e a secretária da Fazenda de Florianópolis, Michele Roncalio, conselheira do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e presidente da Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf) falou sobre efeitos da reforma tributária nos municípios.

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Roberto Gomes destacou que, em função do crescimento populacional, os municípios de Brusque, Penha, Pomerode, Itapoá, Santo Amaro da Imperatriz, Balneário Barra do Sul e Rodeio vão subir na faixa de retorno de ICMS para o ano que vem. Nenhum município vai ter queda de receita por perder população, mas três estão muito próximos de mudar para baixo: São Carlos, Mondaí e Irineópolis.

“A principal razão do crescimento populacional de Santa Catarina acima da média nacional é a economia forte, bem distribuída no estado, contando, também, com boa distribuição da população”, destaca Gomes.

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A secretária da Fazenda de Florianópolis, Michele Roncalio, que tem atuado em várias instâncias nacionais para debater a reforma tributária, alertou que todas as prefeituras precisam ficar muito atentas aos efeitos da reforma nas suas finanças e em suas economias.

Segundo ela, entre os municípios que poderão perder receita no futuro estão os que têm maior retorno de ICMS hoje. Em Santa Catarina, o primeiro é Itajaí.

Mas, além disso, como a Contribuição sobre Bens e Serviços, que reúne os impostos federais, entra em vigor no ano que vem, impactar em queda do Fundo de Participação dos Estados e Municípios porque o Imposto sobre Produtos Industrializados não fará mais parte desses fundos.

Além disso tem o impacto da entrada em vigor, no ano que vem, o Imposto Seletivo, conhecido como “Imposto do Pecado”. Se um município tiver empresas âncoras impactadas por esse imposto, existe o risco de perda de empregos e atividade econômica, observou Michele Roncalio.

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“Na minha opinião, os impactos da reforma tributária vão além da arrecadação. Por isso, as prefeituras precisam olhar todos os seus contratos, focar no equilíbrio contratual. É preciso ver onde haverá aumento da carga tributária e como ficarão os serviços municipais”, alertou Michele Roncalio.