Por que o setor de tecnologia pode liderar a economia de SC

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Boa parte dos estrategistas do mundo corporativo afirma que, num futuro próximo, todas as empresas serão de tecnologia. Em Santa Catarina, empresários do setor estimam que esta será a maior economia do Estado daqui a alguns anos. Nesse grupo está o presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Daniel Leipnitz, para quem essa liderança pode chegar em cerca de cinco anos, ou seja, até 2022 ou 2023.

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Santa Catarina tem condições de ser o primeiro Estado do Brasil a atingir essa marca porque já conta com um polo tecnológico de expressão internacional que vem se desenvolvendo há mais de 30 anos e é apontado como o Vale do Silício do Brasil.

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Começou com a prestação de serviços para empresas tradicionais com destaque em Florianópolis, Joinville e Blumenau, mas ações conjuntas de universidades, empresas privadas e o setor público – setores que formam a tríplice hélice – avançam com programas como o Sinapse da Inovação, os 13 centros de inovação pelo Estado, institutos da indústria e outros que aceleram a criação de empresas em todas as regiões, sinalizando um futuro promissor, destacado no caderno Nós desta edição sobre o Nosso Vale do Silício. Entre os diferenciais de SC estão o empreendedorismo, a liderança nacional em startups e trabalhadores qualificados. 

Ecossistema da Ilha avança, mas tributação pesa

Principal polo de tecnologia de informação e comunicação de Santa Catarina, Florianópolis detém um ecossistema de inovação que se tornou referência no Brasil e lá fora. Empresas mudam suas sedes para a cidade, abrem filiais ou fazem eventos em função desse cenário de negócios favorável, que oferece conexões com empreendedores, desenvolvedores e financiadores de tecnologia, num ambiente similar ao Vale do Silício da Califórnia, nos Estados Unidos.

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O setor é o maior arrecadador de Imposto sobre Serviço (ISS) no município e, além da sede estadual da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), está ganhando centros de inovação privados em diferentes bairros e em municípios próximos.

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Mas se o ambiente de negócios local é favorável, o mesmo não dá para dizer da tributação para exportar software e serviços, atividade que ganha força porque as empresas de TI querem ser globais. Um dos que alertam sobre o problema é o empresário Luiz Felipe Bonatti, fundador e CEO da Segware, empresa que atua com sistemas de segurança que tem uma unidade nos Estados Unidos e está abrindo outra. Segundo ele, enquanto a tributação é excluída das exportações de produtos, o mesmo não ocorre nas exportações de sistemas. A tributação americana não tem essa prática, por isso é muito menor.

Este é um problema que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) precisa resolver com urgência, sob pena de inibir o setor de tecnologia e serviços do Brasil, que já é o grande gerador de riquezas e empregos no mundo desenvolvido e deveria ser também aqui.

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Serviços gratuitos em TI

Entre as novidades que o setor de tecnologia proporciona para Florianópolis está a atração de milhares de profissionais para eventos promovidos por empresas locais. De segunda a sexta-feira desta semana, a Resultados Digitais, empresa da Capital que é líder em marketing digital da América Latina, atraiu mais de 11 mil pessoas para participar do RD Summit 2018 na Ilha.

Desde a primeira edição, em 2013, até este ano o evento cresceu mais de 50 vezes. O fundador e CEO da empresa, Eric Santos (foto), apresentou como principais novidades serviços gratuitos. Anunciou que a RD University vai oferecer cursos sobre marketing e vendas com versões introdutórias gratuitas e também um sistema de automação em vendas sem cobrança a usuários.

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Dona Trudes, a mais inspiradora do varejo

A empresária Hideltrudes Pereira, a Dona Trudes, fundadora do grupo catarinense Pereira, de Itajaí, foi eleita a mulher mais inspiradora do varejo brasileiro por uma comissão de empresárias notáveis do Brasil, quinta-feira à noite, em São Paulo.

A iniciativa foi da Associação Brasileira de Supermercados e da marca Dove. A matriarca do grupo sempre acompanha o trabalho nas lojas e as inaugurações das unidades da rede pelo país.

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– Estou muito orgulhosa de ser escolhida para receber o prêmio, que é não só meu, mas é de todas as mulheres que são merecedoras por serem batalhadoras, trabalhadoras, que conquistam e que levam à frente os negócios – disse.

Ela foi eleita por unanimidade. Entre as notáveis estavam as empresárias Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Sônia Hess (ex-CEO da Dudalina) e Paula Belizia (presidente da Microsoft Brasil).

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