Em evento virtual que debateu Desenvolvimento Regional Pós-pandemia promovido pela Unesc, a Universidade do Extremo Sul Catarinense, de Criciúma, nesta quinta-feira, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, defendeu a privatização do Porto de Imbituba. O terminal que pertence ao governo federal, está sob gestão do governo do Estado, por meio da SCPar, desde dezembro de 2012.
– A provocação que eu faço à sociedade do Sul do Estado é questionar a validade ou não de o Porto de Imbituba estar na mão da SCPar. Na minha visão pessoal, isso é um equívoco. Não é função do Estado administrar porto. Dá para a iniciativa privada que, comprovadamente, fará um serviço melhor – afirmou Aguiar.
O empresário fez a sugestão ao responder pergunta sobre quais projetos estruturantes de logística poderiam ser implantados no Sul do Estado após afirmar que logística será um dos desafios estratégicos para SC no pós-pandemia. Aguiar disse que o governo precisa atender as prerrogativas da cidadania, que são saúde, educação e segurança para a população. Citou o exemplo atual que o setor de saúde pública estadual, por estar defasado, estava sem condições de atender a população na pandemia.
Ainda sobre o porto, o industrial flou que não está questionando a gestão atual, mas observou que a atuação pública tem problemas como altos salários e troca de executivos e outros ao fazer gestão de uma empresa. Em SC, os portos totalmente privados, como Navegantes e Itapoá, são mais eficientes que os públicos.
O evento marcou o fim da programação de comemoração dos 52 anos da Unesc. Teve como palestrante também a professora Melissa Watanabe, coordenadora do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico da universidade e o professor Thiago Rocha Fabris como debatedor.
Ao faltar sobre o impacto da pandemia na região Sul do Estado, a professora Melissa informou que nos municípios que integram a região carbonífera, a Amrc, registraram maior contração na arrecadação de ICMS em abril do que em maio, diferente da média do Estado, que teve o contrário. Em abril, a receita do imposto na região caiu para R$ 45 milhões contra R$ 76 milhões em 2019. Em maio, ficou em R$ 56 milhões frente a R$ 73 milhões no mesmo mês do ano passado.
Temas como inovação em todos os setores econômicos, desenvolvimento tecnológico, incentivo à educação voltada à tecnologia e ciências também foram abordados no evento.
