Quase todos indicadores de emprego são melhores em SC, mostra Pnad

Compartilhe:

Santa Catarina fechou o terceiro trimestre deste ano com uma pequena melhora no mercado de trabalho. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, a Pnad Contínua Trimestral, realizada pelo IBGE, a taxa de desemprego caiu para 6,2% no Estado, voltando ao nível do 4º trimestre de 2016. No primeiro e o no segundo trimestres deste ano, permaneceu em 6,5%.

Continua após a publicidade

Com isso, Santa Catarina encerrou o período de julho a setembro com 236 mil desempregados, 10 mil a menos do que no trimestre anterior, quando tinha 246 mil sem trabalho. Apesar de o desemprego ser um dos maiores problemas econômicos e sociais do Estado, SC segue com a menor taxa do país de desempregados e os melhores percentuais na maioria dos indicadores apurados pelo IBGE na Pnad.

Mas está ainda longe da menor taxa de desemprego dos anos recentes, a do terceiro trimestre de 2014, que ficou em 2,9%, com 102 mil pessoas sem trabalho. Mesmo longe dessa marca, os 6,2% atuais já indicariam pleno emprego no conceito da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para quem essa condição acontece com taxas de desemprego entre 4% e 6,4%. 

Continua após a publicidade

No Brasil, a taxa de desocupação alcançou 11,9%, o que significa 12,492 milhões de desempregados. Em 21 das 27 unidades da federação a taxa permaneceu estável no terceiro trimestre deste ano frente ao trimestre anterior. 

Em SC, um número que piorou foi o de trabalhadores por conta própria, que aumentou de 790 mil para 792 mil do segundo trimestre do ano para o terceiro trimestre, alcançando uma taxa de 22,1%. Nesse caso a menor taxa foi alcançada no distrito federal, com 19,4%. No Brasil, 25,4% das pessoas trabalhavam por conta própria no terceiro trimestre.

Ainda segundo a pesquisa, a taxa de subutilização da força de trabalho, que reúne desocupados e subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial, ficou em 24,2% no país, o que representa 27,32 milhões de pessoas. Santa Catarina teve a menor taxa de subutilização, 11,2%, e o Piauí a maior, 39,9%.

O Estado teve ainda no terceiro trimestre o menor percentual de pessoas desalentadas, as que desistiram de procurar trabalho, 0,8% enquanto o pior índice foi o do Maranhão, 16,6%.

Continua após a publicidade

Santa Catarina continua com o mercado de trabalho melhor do que a média do país porque tem uma economia diversificada, bem distribuída em todas as regiões, com grandes, médias e pequenas empresas, a maioria bem administradas. A oferta melhor de emprego, este ano, segundo dados do Caged do Ministério do Trabalho está na indústria e nos serviços. Mas a melhora tímida retrata a situação econômica do Brasil e do Estado, com baixo crescimento ou quase estagnação porque a maioria do setor produtivo aguarda as reformas prometidas pelo novo governo federal, especialmente a da Previdência, para colocar nos trilhos as contas públicas da União e dos Estados. Se isso acontecer, a oferta de emprego será maior a partir dos últimos meses do ano que vem ou em 2020. 

Leia as últimas notícias do Diário Catarinense