Queda nos preços das carnes reduz ritmo de inflação em Florianópolis 

Compartilhe:

Queda nos preços das carnes reduz ritmo de inflação em Florianópolis (Foto: Diogenes Pandini, NSC Total)

Depois de enfrentar picos de alta de preços dos alimentos até janeiro deste ano em função das exportações de carnes para a China, o consumidor de Florianópolis registrou menos inflação em fevereiro também em função do mercado chinês. Só que desta vez foi o contrário.

Continua após a publicidade

O coronavírus no gigante asiático inibiu exportações e os preços das carnes recuaram por aqui. O Índice de Custo de Vida (ICV) calculado pela Esag-Udesc subiu 0,25% em fevereiro, bem menos do que os 0,70% do mês anterior.

Chamou a atenção do coordenador do índice, Hercílio Fernandes, a alta do preço dos ovos no mês passado, 4,5%. Segundo ele, isso reflete o impacto da série de altas nos preços das carnes que fizeram o consumidor migrar para uma fonte de proteína mais acessível, os ovos. Os preços médios das carnes caíram 4,33% em fevereiro e a expectativa é de que se acomodem até passar a crise do coronavírus na China.

Continua após a publicidade

Mas a inflação de fevereiro acabou ficando acima da registrada no mesmo mês do ano passado – quando ficou estável em -0,03%- porque foi puxada por quase todos os grupos de produtos, exceto de alimentos e bebidas (-0,42%) e vestuário (-2,14%).

Os transportes subiram 1,12%, as despesas pessoais 1,17%, educação 0,50%, habitação 0,30%, saúde e cuidados pessoas 0,22% e artigos de residência 0,70%. Esses são grupos de produtos que, normalmente, aumentam no início do ano, explica Fernandes.

A maior alta foi no grupo de despesas pessoais, que representam 10% dos gastos de uma família. Nesse grupo estão incluídos recreação (1,53% de alta), fotografia e filmagem (21,74% em função de novos preços de equipamentos) e serviços pessoais como os de salão de beleza, empregados domésticos e costureiros.