A Associação de Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), em assembleia geral virtual na noite desta quinta-feira, reelegeu o empresário Gerson Berti para novo mandato na presidência da entidade. Logo após a votação na primeira assembleia geral virtual da associação, ele voltou a alertar que mais 150 projetos de geração de energia no Estado estão à espera de licenciamentos ambientais.
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Segundo ele, Santa Catarina tem potencial hídrico a ser explorado em todas as regiões para geração de energia e é necessário um esforço para ampliar a demanda. Atualmente, o maior potencial no Estado é para construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e a demora nos licenciamentos públicos é um dos principais obstáculos. Berti citou os problemas de energia com o ciclone bomba para alertar sobre a importância do desenvolvimento do setor.
– Especificamente nesta semana, em que Santa Catarina passa por mais um desastre ambiental que causou muita destruição e deixou mais de 1,5 milhão de unidades sem energia elétrica, vemos que é fundamental investir no setor e avançar na geração e distribuição – disse o presidente.
A Apesc reúne desde os pequenos produtores independentes até as multinacionais que atuam na geração de energia em Santa Catarina. Aproximadamente 50 associados participaram da assembleia que elegeu a chapa única. O empresário Woimer José Back foi eleito vice-presidente; Peter Junges Hammes, secretário; e Nelson Dornelas, tesoureiro. Este é o terceiro mandato de Berti à frente da Apesc, que prometeu seguir defendendo as empresas do setor, especialmente os produtores independentes e geradores similares.
Administrador e auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda, Gerson Berti, tem longa trajetória voltada ao setor de energia. Foi diretor da Celesc, presidente da SC Parcerias e chefe de gabinete da presidência da Eletrosul. Como diretor da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SDE) em 2015, criou o SC+Energia, programa de energia limpa que ajudou a impulsionar diversos investimentos de pequenas usinas no Estado, ajudando a atividade econômica naquele ano crítico de recessão.
