Após série de resultados positivos, Santa Catarina registrou no mês de maio a perda de 4.484 postos formais de trabalho segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho, divulgados nesta quarta-feira. As maiores reduções ocorreram na indústria de transformação com menos 1.820 vagas, seguida pela agropecuária com perda de 1.555 e comércio varejista, com redução de 1.291. A indústria da construção reduziu 179 vagas, a administração pública teve saldo positivo de 214 vagas e os serviços, mais 160. Com isso, no ano, o Estado ficou com saldo positivo de 37.579 novas vagas e, nos últimos 12 meses, 42.369, segundo o Caged.
O Brasil registrou no mês passado saldo positivo de 33.659 novos empregos formais, resultado semelhante ao do mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 34.254.
Minas Gerais liderou a expansão com saldo positivo de 19.823, seguido por São Paulo com 9.155 e Bahia, 5.935. O Rio Grande do Sul liderou as demissões com o fechamento de 10.727 empregos, SC ficou em segundo lugar nesse ranking negativo com os 4.484 a menos, seguida pelo Rio de Janeiro, que perdeu 3.935.
Em Santa Catarina, na indústria, o setor que mais fechou vagas mês passado foi têxteis e confecções, com a eliminação de 1.223 empregos. Uma das razões é o fim da produção da coleção inverno. Em segundo lugar ficou a indústria de alimentos, que teve saldo negativo de 350 vagas, seguida pelo setor de mobiliário e madeira, com o fechamento de 145.
No caso da agropecuária, a redução de postos de trabalho ocorreu em diversas regiões, especialmente em função de fim de safra. Teve o fim das colheitas de maçã, da uva e de cereais. O comércio varejista fechou 1.015 vagas no Estado, e o atacadista, 276.
Entre as cidades que mais perderam postos de trabalho estão São Joaquim com menos 555, Balneário Camboriú 534, Tubarão 419, Itajaí 294 e Florianópolis 281. Entre as que mais abriram vagas estão São José, com 374 e Videira, com 89.
Com Berlim
A Fundação de Amparo à Pesquisa de SC (Fapesc) lançou o terceiro edital internacional para empresas do setor de Fotônica, numa parceria com o Departamento de Economia Tecnologia e Pesquisa do Senado do Estado de Berlim. O investimento será de R$ 3 milhões e cada empresa selecionada poderá receber até R$ 600 mil. Grandes empresas também podem participar.
Mentores voluntários
Entre as estratégias para um novo negócio dar certo está conseguir consultoria gratuita de um empresário de sucesso, ou seja, uma mentoria. Quem desenvolve um programa desses é a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif). O lançamento da quarta edição do Projeto Mentoria, segunda, no SebraeLeb na SC-401, reuniu empreendedores de sucesso e candidatos a empresários decididos a incorporar esse conhecimento colocado à disposição.