SCPar diz que contrato para porto seguiu preço de 2018

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O presidente da SCPar, Gustavo Salvador, informa que o contrato com dispensa de licitação de empresa para serviço de controle de pragas animais no Porto de São Francisco foi realizado porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu prazo de 30 dias para executar o trabalho. A escolha foi por empresa que já prestou esse mesmo serviço em 2018, mediante pagamento do mesmo valor por metro quadrado daquele ano.

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Mas houve denúncia de superfaturamento e, na última sexta-feira, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou investigação a cargo do promotor de Justiça Diogo Luiz Deschamps. Além desse trabalho do MP, mais duas investigações já estavam em andamento. Uma é interna e consiste em auditoria de controle estatutário da SCPar, holding que controla os portos de São Francisco e Imbituba. E outra é da Controladoria Geral do Estado e foi iniciada a partir de sugestão do conselho de administração do porto, dia 18 de abril.

O valor do contrato é de R$ 2,1 milhões (cifra exata de R$ 2.109.561,50) para executar serviços de desinsetização, desratização, controle de larvas em coleções de águas paradas e controle da fauna sinantrópica nociva (pombos). O pagamento do serviço está suspenso por decisão da CGE. Havia um plano de trabalho para ser realizado a partir da próxima semana.

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– A empresa contratada já prestava serviço ao porto em 2018. Naquele ano, ela participou de um pregão, onde o valor inicial era de R$ 1 milhão. Ela foi dando lances menores e ganhou aquele contrato com valor de 590 mil. Esse valor foi referência para o contrato de 2020, utilizando o mesmo valor do metro quadrado do certame licitatório de dois anos atrás. Mas o valor atual é de R$ 2,1 milhões porque a área atual é quatro vezes maior que a anterior – explica Salvador, destacando que foram essas justificativas dadas pela diretoria executiva.

Sobre a decisão do presidente e dois diretores do porto terem solicitado exoneração sexta-feira, Salvador disse que o objetivo deles foi permitir que as investigações sejam feitas com independência. Ele admitiu que o momento político pesou nessa decisão. Por enquanto, as funções da diretoria serão exercidas por dois diretores da holding SCPar.

Apesar desse contrato sem licitação para desratizar ambientes, o Porto está com edital no mercado para a contratação de uma empresa para atuar no médio prazo neste trabalho. Nesse caso, se o leilão evoluir rápido, a empresa contratada agora pode não ter continuidade do trabalho por muitos meses. Receberá só pelo serviço realizado.

Conforme Salvador, a SCPar assumiu o terminal graneleiro do Porto de São Francisco no final do ano passado. Foram feitas avaliações e a conclusão é de que a unidade necessita de muitos investimentos para operar de forma competitiva. Uma das deficiências é a falta de trabalho de desratização.