Sistema S e portos na mira do novo governo

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O presidente eleito Jair Bolsonaro nem definiu toda a sua equipe econômica, mas os nomeados estão divulgando tantas informações para a imprensa que parece que não terão foco para o que interessa ao país com urgência: as reformas para fazer os ajustes nos gastos públicos e equilibrar as contas do governo federal para o curto, médio e longo prazos. 

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Segundo o jornal O Globo, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o novo governo vai mexer no sistema S. E outro integrante da equipe informou que para o setor portuário, o plano é leiloar as companhias docas. Caso sejam adotadas, ambas as medidas têm impacto na economia catarinense porque o sistema S lidera formação técnica e, no caso dos portos, o Estado tem três portos públicos que podem ter leiloadas as companhias docas: são os terminais de Imbituba e São Francisco, que estão sob gestão do governo estadual, e o Porto de Itajaí, sob a administração da prefeitura local. 

Caso o governo federal decida mudar o atual modelo do sistema S, que incluir arrecadações compulsórias sobre a folha das empresas para cursos técnicos e investimentos sociais, esses serviços, que na maioria das vezes são de alta qualidade no país, poderão sofrer um grande atraso. Essa ameaça vem sem que as entidades patronais tenham se adaptado a uma vida com menos receitas em função da reforma trabalhista, que acabou com as contribuições compulsórias de sindicatos e tirou quase 100% dessas receitas de sindicatos e federações. A intenção do governo, a exemplo de tentativas anteriores, deve ser tirar receita do Sistema S. 

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No Estado, por exemplo, o Senai/SC, vinculado à Federação das Indústrias (Fiesc) ofereceu no ano passado mais de 90 mil matrículas em 66 unidades fixas e móveis, ministradas em 726 laboratórios fixos e 107 móveis. Além disso, investiu recentemente em três institutos de tecnologia de ponta para pesquisa e em sete institutos de tecnologia para testes. 
O Senar/SC, vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária (Faesc) utiliza toda sua receita em cursos de formação e opta pelo contrato terceirizado de professores para gastar menos. Somente neste mês de novembro vai oferecer no Estado 335 cursos para 5.400 profissionais do meio rural. A Fecomércio e a Fetrancesc também priorizam a educação e serviços de saúde. O ensino técnico com perfil privado tem provado ser mais eficiente do que o público. Se mudar isso, há o risco de perda de dinamismo econômico.