Startup de SC desenvolve pele humana em laboratório 

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Empresária Janice Koepp recebe o Prêmio Inovação Catarinense Foto: Julio Cavalheiro, Secom

Um dos projetos contemplados com o primeiro lugar no Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer é o da startup de Florianópolis Biocelltis Biotecnologia. Ela desenvolve pele humana In Vitro que será usada para testes no processo de desenvolvimento de produtos. Posteriormente, poderá ser usada também em tratamentos médicos.

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– A gente produz pele em laboratório a partir de peles de seres humanos. Nosso produto ainda está em fase validação intralaboratorial. Cada fragmentinho de pele vai substituir um animal para testes de novos cosméticos, novos medicamentos e agroquímicos. Futuramente, poderemos reconstituir peles para tratamento de queimados e outros problemas – explica Janice Koepp, que integra o grupo de fundadores e sócios da empresa.

Segundo ela, depois terão que ser feitos testes interlaboratoriais para obter uma certificação internacional. A expectativa é que em meados do ano que vem a empresa já consiga atuar comercialmente e o foco será o Mercosul. A proximidade é importante porque peles de laboratório tem vida útil de quatro dias. A partir de setembro do passado a legislação brasileira proibiu testes de produtos em animais vivos. Por isso, desde então os mesmos são feitos com peles artificiais importadas. Hoje são cinco fabricantes certificados de peles de laboratório no mundo.

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O projeto da Biocelltis é o mais avançado do Brasil, afirma Janice, que é farmacêutica bioquímica e doutora em farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, com pós-doutorado feito na França e no Brasil. Ela fundou a empresa junto com mais dois cientistas, um físico e um engenheiro químico. Eles patentearam o processo e criaram a empresa em 2017, que funciona em prédio exclusivo na SC-401.