Vendas de Natal crescem após três anos de queda 

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Enfim, o varejo brasileiro respira aliviado esta semana. É que após três anos de queda, as pesquisas indicam crescimento das vendas de Natal. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que houve alta de 4,72% nas consultas para compras a prazo e com cheque pré-datado na semana anterior ao Natal (de 18 a 24 de dezembro) frente ao mesmo período de 2016. Isso depois de cair 1,46% em 2016, 15,84% em 2015 e 0,7% em 2014.

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O indicador da Serasa Experian aponta que nessa mesma semana, as vendas subiram no país 5,6% frente aos mesmos dias do ano passado, a maior alta desde 2011. E a Associação dos Lojistas de Shoppings (Alshop) apurou crescimento de 6% nas vendas natalinas frente ao mesmo período de 2016. Segundo o SPC, o país enfrentou queda de 1,46% em 2016, de 15,84% em 2015 e de 0,7% em 2014.

As principais razões para essa volta ao crescimento do varejo são a retomada tímida do emprego, maior confiança do consumidor, queda da inflação e liberações de recursos como o PIS/Pasep e o FGTS de contas inativas que permitiu a muitos pagar dívidas e ter mais recursos para presentes de Natal.

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Os dados sobre como foram as vendas em SC devem sair nos próximos dias, mas esse resultado nacional anima indústrias do Estado que são grandes fornecedoras do varejo brasileiro. Com menores estoques, elas retomam as compras e aquecem a economia.

Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, esse resultado indica a proximidade do fim da crise econômica. Mas ele alerta que o acesso ao crédito difícil e os juros altos ainda impedem uma retomada mais forte do varejo.

R$ 2 bilhões ao Sul

Mais uma vez, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) chega ao final do ano liderando a liberação de recursos para investimentos de linhas do BNDES entre as 41 instituições operadoras. De janeiro a novembro, o BRDE liberou R$ 2 bilhões para 4.840 operações de crédito para empresas de SC, RS e PR. Para o presidente da instituição, Orlando Pessuti, a liberação desses recursos para investimentos é importante para a recuperação da economia do país porque gera mais empregos, renda e tributos. Entre as 53 instituições financeiras que operam com linhas do BNDES no país, o BRDE ficou na sexta posição.

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