2019, o ano do Flamengaço! Flamengo, um campeão, muito campeão!

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Festa da conquista da Libertadores tomou as ruas no centro do Rio de Janeiro, neste domingo (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)

Campeão no sábado, da Libertadores. Campeão no domingo, do Brasileirão. O Flamengo varreu o futebol brasileiro e sul-americano. E fez isso mostrando qualidade em todos os aspectos – qualidade individual, tática coletiva, física, médica, estratégica, organizacional administrativa, e até as tão pedidas garra e raça. O Flamengo foi nota 10 em tudo na temporada.

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Na Libertadores, uma campanha maravilhosa e uma final histórica. É uma conquista que traz o Flamengo, com sua grandeza tanto tempo adormecida, de volta ao cenário internacional.

No Brasileiro, o Flamengo foi simplesmente o dono da competição. Uma corrida insuperável, imparável, para a conquista. São quatro rodadas de antecipação, 81 pontos, 80% de aproveitamento e 73 gols marcados. São 25 vitórias e contando. O Flamengo foi incontestavelmente o melhor deste ano e entra para a galeria dos melhores times da história do Campeonato Brasileiro.

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Uma conquista fantástica no Peru

A final em Lima foi épica, monumental! Um roteiro fantástico, digno de finais históricas de Champions League da Europa, como a virada do Manchester United pra cima do Bayern de Munique, em 1999, em Barcelona, ou ainda uma virada mais recente, do Real Madrid sobre o Atlético de Madrid, em 2014, em Lisboa.

O Flamengo fez uma virada relâmpago quando até o River Plate já havia imaginado ter vencido a decisão única.

Virada e êxtase em três minutos, no sábado


O jogo de sábado foi muito claro de entender. O River Plate fez um jogo forte, com uma marcação implacável sobre o Flamengo, que até começou melhor a partida, tomando a iniciativa e ocupando o campo de ataque.

Mas fazer o gol na frente, aos 14 minutos, em falha da defesa rubro-negra, tornou o trabalho da equipe argentina muito mais eficiente. O River passou a ter tudo claro e fez tudo com muito mais objetividade. Encurtava todos os espaços e tirava o time brasileiro do jogo.

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Já o Flamengo errava quase tudo, oferecendo aos adversários o que eles queriam para roubar a bola e chegar no ataque de forma muito objetiva.

Este cenário só mudou um pouco no início do segundo tempo, mas nada que fosse realmente expressivo.

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Só foi se alterar realmente aos 25 da segunda etapa, com a entrada de Diego. E logo depois a mudança foi acentuada com as mexidas ruins de Gallardo e as saídas de Borré e Nacho Fernandez. O Flamengo passou a ter os espaços que não tinha antes. E começou a criar lances e enxergar alguma possibilidade de empatar.

Mas o tempo ia passando. E o gol de empate não saia, o que poderia trazer ainda mais erros, por nervosismo. E trouxe mesmo. O River teve a chance do segundo gol, aos 40 minutos. Um erro de Filipe Luís, que Palacios desperdiçou.

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O Flamengo já tinha criado duas chances claras. Uma, num bombardeio com Bruno Henrique cruzando, Arrascaeta furando, Gabriel Barbosa e Éverton Ribeiro finalizando, todos no mesmo lance. Abola terminou nas mãos de Armani. A outra num passe de Diego, que colocou Gabigol livre na esquerda, mas ele falhou na hora de cruzar rasteiro para Bruno Henrique.

Só que o minuto 43 reservava uma mudança de rumo no jogo e na história. Com o espaço, que já era generoso àquela medida do jogo, Bruno Henrique fez a jogada, que resultou no empate com gol do Gabigol. Arrascaeta apareceu por trás da defesa argentina, recebeu de Bruno Henrique, e deu o passe salvador para a igualdade, o que, naquele momento, já era algo incrível.

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O que veio na sequência foi loucura total. E aí entrou o que só é do futebol. Só o futebol produz.

O River se desarrumou, sentiu que a vitória escapou. Sentiu mesmo. O Flamengo se agigantou. Diego fez um lançamento no estilo “te vira” e Gabigol disputou no físico, provocando o erro de Pinola, que ainda não havia errado. Era o gol do título. A virada que o River nunca imaginou poder levar. A virada que o Flamengo já não imaginava ser possível.

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2019 tem uma marca. É rubro-negra. É o ano do Flamengaço! Pra sempre vai ser.

Algumas sensações deixadas pelo jogo de Lima

– Marcelo Gallardo mexeu mal. Justificou que duas alterações foram forçadas por problemas físicos. Mas mexeu achando que já havia ganhado. Quem saiu estava muito bem no jogo e quem entrou, entrou muito mal, principalmente Lucas Pratto. Foi seu maior erro.

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– Jorge Jesus mexeu muito bem. A entrada de Diego foi a grande sacada. Depois arriscou tudo com Vitinho. O Mister foi "o cara".

– Diego, fez uma história fantástica. Do tornozelo quebrado nas oitavas-de-final, ao jogo decisivo, em que mudou o ritmo do Flamengo e a disputa. O camisa 10, a camisa histórica de Zico, foi fundamental para a vitória.

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– O River foi implacável durante 70 minutos. Uma marcação muito forte e implacável. Mas isso teve um preço. O time desmoronou fisicamente, abrindo espaços para a virada rubro-negra.

– Como escrevi na prévia da final, havia equilíbrio. O desequilíbrio veio no individual mais forte do Flamengo e no momento que o time vive, com confiança em alta, invencibilidade e grandes atuações.

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– O Flamengo jamais desistiu. Fez uma partida abaixo das que vinha fazendo no Brasileiro e na própria Libertadores. Mas a qualidade apareceu no momento em que os espaços surgiram. E Bruno Henrique e Gabigol foram, no sábado, o que foram durante o ano: decisivos.

– Se o primeiro gol fosse do Flamengo, como foi do River, a sensação é que poderia ter sido um jogo completamente diferente, com domínio rubro-negro. Outra sensação era que se saísse o gol do Flamengo, no momento que fosse, o jogo mudaria completamente, como realmente ocorreu.

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– Rodrigo Caio fez uma partida monstruosa. Foi o gigante da defesa do Flamengo e importante para não deixar ocorrer um 2 x 0 para o River, o que definiria o jogo.