O presidente da Federação Catarinense de Futebol, Rubens Angelotti, esteve no Debate Diário de ontem. Eleições, oposição, Associação de Clubes, nova sede da FCF, dinheiro de arbitragem – foram todos assuntos da entrevista, que contou com as presenças de dois assessores também. Além do presidente Rubinho, estiveram o diretor jurídico, Rodrigo Capella, e o diretor de arbitragem, Marco Antônio Martins. Rubinho e seus diretores revelaram que o processo eleitoral deve andar a partir de agora, com a extinção na Justiça do processo que travava toda o trâmite da eleição. A previsão é que a comissão eleitoral se reúna hoje e a eleição seja realizada em 10 dias. Apesar disso, há, nos bastidores, uma nova tentativa da oposição em travar novamente todo o andamento da eleição da FCF na Justiça.
Troca de farpas
Uma questão tem repercutido mais. Perguntado sobre o fato de o Avaí ter sido o único clube a não assinar a candidatura de Rubinho à eleição da FCF, o presidente disse que Francisco Battistotti foi seu primeiro aliado, no início de 2017, mas que isso durou até o primeiro clássico deste ano, que o presidente do Avaí teria pedido a Rubinho que interferisse no TJD-SC no julgamento das confusões entre jogadores de Avaí e Figueirense. Rubinho reiterou que o TJD era independente e que não poderia fazer. E que ainda ouviu de Battistotti que “os anjinhos de lá foram absolvidos, enquanto os diabinhos daqui, condenados”, numa referência às condenações dos profissionais do Avaí, Claudinei Oliveira, Marquinhos e Luanzinho, e as absolvições de Milton Cruz e Ivan Izzo, do Figueirense.
O episódio revela um pouco dos bastidores do futebol catarinense e do jogo de pressões que existe, mas confirma também que vem um tempo nebulosos pela frente, na medida em que o presidente do Avaí é o atual presidente da Associação de Clubes – aliás, algo que já venho escrevendo há algum tempo.