O que é mais impressionante dessa história escrita pelo Avaí nos cinco jogos com o técnico Geninho é o encaixe rápido ao novo sistema tático. Isso comprova o acerto do treinador em mudar. O time comprovou ter sido desenhado para jogar com três zagueiros, com alas. Guga e Capa vão ser destaques jogando com liberdade para atacar. Os dois tem responsabilidades defensivas, mas o espaço de campo diminuiu pra eles. E mais do que isso, os dois não precisam mais fechar como zagueiros no lado contrário da bola, como teriam numa linha de quatro, como era anteriormente.
Isto costuma ser o terror dos laterais, que geralmente têm pouca noção de espaço dentro da área e deficiências na bola aérea. Para Betão, Alemão e Airton, o espaço também diminuiu. Judson se junta aos três. O time recompõe pra ajudar, mas não se fecha. E tem facilidade pra sair rápido quando rouba a bola. O Avaí chega com seis, sete jogadores no ataque, se tornando muito perigoso.
Destaques individuais
Rodrigão e Renato todos estão vendo. Renato está leve na frente, cheio de personalidade. E tem uma qualidade e frieza na finalização que é comparável a grandes atacantes. É o jogador que dá vida ao time e que faz a alternância de posicionamento para o Avaí flutuar entre os 3-4-3 e o 3-5-2. Hora Renato está aberto, hora está no meio como atacante. Isto confunde a marcação. Rodrigão tem sido referência.
Até mais do que isso, pois tem ajudado na criação. Gols, jogadas e assistências têm sido constantes. O terceiro destaque é mais silencioso. O zagueiro Airton entrou muito seguro. Faz desarmes no espaço onde joga e ainda ajuda a defesa a melhorar na bola aérea. Tem mostrado ser um grande jogador, que soube esperar o tempo dele na equipe.