O Avaí foi prejudicado. O lance final foi pênalti e o árbitro Daniel Bins não teve coragem de dar. Pensou, demorou para sinalizar, e não teve peito. Digo coragem porque, aos 49 do segundo tempo, todo árbitro sabe que sua marcação de pênalti define o jogo. Ele não quis decidir. Não posso falar em boa ou má intenção, mas a arbitragem dele foi muito mais prejudicial ao Avaí. Muitos cartões para os atletas do Leão, muito peso nas decisões contra o Avaí e muita aceitação dos lances do Oeste. O critério não foi o mesmo para os dois times.
Luanzinho e Geninho
A entrada do jovem Luanzinho foi um divisor no jogo do Avaí. Dessa vez Marquinhos não esteve bem. O camisa 21 entrou e passou a realizar a organização das jogadas. Chances reais foram criadas a partir dos passes mágicos que ele deu. Luanzinho é talento puro. É diferente. Tem que ser mais aproveitado na reta final.
A pressa do time foi a paciência demasiada de Geninho. Na segunda alteração já deveria ter arriscado um pouco mais, tirando volante e colocando o time pra frente. Teve receio de perder. O time do Oeste é muito bom, um dos melhores que vi jogar na Ressacada no ano, e bem treinado por Roberto Cavalo. O receio de Geninho era justificável, mas deveria ter arriscado.
A pressa atrapalhou
O maior mérito do time vinha acompanhado do maior defeito. O Avaí fazia uma pressão e roubava a bola no ataque. Judson, Pedro Castro, Renato e Capa foram incansáveis em fazer esse trabalho. Foi o maior mérito. O time soube como acuar o Oeste de Roberto Cavalo e passou praticamente todo o jogo no campo de ataque. Só que quando retomava a bola, acelerava o jogo precipitando passes e errando escolhas. O mérito era jogado fora pelo defeito, que o time insistia em repetir.
O primeiro trabalho desmontava a defesa do Oeste, tirando a organização das linhas. Os espaços apareciam. Mas os erros que vinham a seguir aliviavam a vida do adversário. Tanto é que não foram muitas as reais chances de gol do Leão durante o primeiro tempo. Houve apenas uma única antes do gol de Renato. Era uma preocupação para o jogo do próprio técnico Geninho. O Avaí não teve paciência e errou demais.