Por volta das 11h30min de ontem postei em minha conta no twitter – @RodrigoFaraco – a informação do que havia indicado o sorteio da arbitragem para o clássico. O árbitro Fifa Rodolpho Toski Marques havia levado a melhor sobre Luiz Flávio de Oliveira e estava designado para comandar o clássico do próximo sábado. O paranaense é um jovem árbitro, 31 anos, que vive seu segundo ano como árbitro Fifa. Mas já tem muitas polêmicas no currículo. A maior delas certamente num jogo eliminatório de Copa do Brasil, em 2016, entre Corinthians X Fluminense, na Arena Itaquera. Toski foi “acusado” pelo então técnico do Fluminense, Levir Culpi, de ter tomados decisões importantes todas a favor do Corinthians – “6 x 0”, disse Levir à época. O principal erro naquele jogo veio justamente do seu temperamento e da insegurança que um árbitro jovem tem. Esquentadinho, Toski expulsou o meia Marquinho para se impor como autoridade, em um momento em que um árbitro mais experiente saberia administrar com mais habilidade e inteligência. O ídolo dele, Héber Roberto Lopes, que chamou de “Pelé da arbitragem” em uma entrevista ao jornal Gazeta do Povo, faria com facilidade essa administração, se impondo apenas no respeito. Toski ainda não tem esse respeito, nem mesmo com o escudo da Fifa no peito.
Insegurança
A definição dele para o clássico, na avaliação que faço, gera insegurança. Fui a favor de arbitragem de fora do estado, mas desde que viesse um árbitro que tivesse um peso maior, como Anderson Daronco ou Raphael Claus, ou mesmo Luiz Flávio de Oliveira, que estava no sorteio. A premissa da CBF para os clássicos estaduais nestas primeiras rodadas da Série A e da Série B é colocar árbitros de outros estados, como vai ser no Botafogo X Fluminense, no Grenal, e no Corinthians X Palmeiras, da Série A. Está correto porque o estadual ainda está muito vivo e poderia pressionar árbitros e complicar arbitragens. Só que no caso do sorteado para o Figueirense X Avaí, colocando na balança, ficaria melhor se o árbitro local Bráulio Machado fosse o escolhido. Aliás, Toski ocupa justamente a vaga que deveria ser de Bráulio Machado, por muitos mais méritos, no quadro Fifa atual da CBF.