Há alguns dias escrevi que o Avaí, atualmente, era um time mais bem-resolvido em campo que o Figueirense. Depois da semana de dois jogos para cada um, isto se potencializou. O Leão teve uma semana de duas vitórias e G-4. Em quatro jogos no returno, a campanha é quase perfeita. São três vitórias e um empate, que poderia/deveria ter sido vitória também, naquele vacilo do jogo de Pelotas.
O Avaí tem mudado com facilidade o sistema de jogo e tudo tem funcionado muito bem. O time joga bem dentro e fora de casa. Tem destaque coletivo e também jogadores que individualmente estão se sobressaindo. São os casos de Betão, que aparenta estar numa forma física extraordinária, Judson, o Kante da Ressacada, que corre mais que o jogo sempre, Guga, sempre mostrando qualidade e agressividade, e Renato, que voltou a fazer ótimo jogo em Sorocaba.
Além deles, o novo titular de Geninho, André Moritz, vem jogando muito bem. O Avaí chega muito forte pro clássico. Confiante com desempenhos e resultados. O jogo ainda vai ser na sua casa e no dia do aniversário do Leão. É um contexto totalmente favorável.
Papéis invertidos
No turno, Figueirense e Avaí chegaram ao clássico da quinta rodada da Série B com cenário totalmente inverso ao de agora. O Avaí vivia o impacto da troca de técnico, com a saída de Claudinei Oliveira e a chegada de Geninho.
Com o novo treinador veio também a mudança de sistema e a adaptação ainda era necessária. O time tinha dois empates, contra Brasil-RS e São Bento, uma derrota, para o Vila Nova, e uma vitória diante do Juventude. Tudo isso depois de um catarinense frustrante, em que não alcançou a decisão.
O Figueirense chegava cheio de confiança, com o título estadual conquistado em Chapecó e com um início de Série B quase de sonhos. Em quatro jogos, o alvinegro havia vencido três, contra Juventude, Goiás e Boa Esporte, e perdido apenas uma, diante do Brasil-RS, fora de casa. O clássico era no Orlando Scarpelli e o momento era todo do Figueirense.