O Avaí jogou totalmente errado durante 36 minutos no primeiro tempo. Esperando o Goiás, defendendo com linha de seis jogadores, com os extremas Romulo e Renato fechando a linha de defesa. Foi demasiadamente defensivo e respeitou demais um adversário igual, que é o caso do Goiás. É verdade que o pênalti não existiu, com o atacante Carlos Eduardo se jogando num tranco legal dado pelo lateral esquerdo João Paulo, mas a bola estava ali na área do Avaí o tempo inteiro.
O time tentava na ligação direta com o centroavante Beltrán e saía lentamente com Moritz e Pedro Castro. Não dava nem pra ter velocidade, pois os jogadores pra isso estavam colados na defesa – Romulo e Renato. O Avaí só foi jogar o jogo, com equilíbrio entre marcação e criação, como deveria ser desde o princípio, depois que tomou o gol de pênalti. Não finalizou no gol nenhuma vez na primeira etapa.
2º tempo comprova a estratégia errada
Em 13 minutos no segundo tempo, jogando como deveria, o Avaí já era melhor que o Goiás em todo o primeiro tempo. Foram quatro finalizações perigosas de um time que empurrava o adversário pra trás e pressionava com qualidade e força. Parecia que o gol era questão de tempo. Dai vieram as alterações e uma delas foi muito equivocada. Moritz era um dos melhores em campo. Foi sacado na hora errada. Faltou leitura de jogo ao técnico Claudinei Oliveira.
Era pra colocar Luanzinho, mas no lugar de Pedro Castro. Mesmo assim o Avaí ainda criou uma grande oportunidade, com Luanzinho e Rodrigão, que foi fominha e jogou pra fora quando deveria ter passado para Renato. O gol do Goiás foi a tacada final em um time que foi perdendo suas forças e que terminou eliminado jogando menos do que poderia jogar e depois de escrever uma história muito bonita nesta edição da competição.