Contra o Figueirense, o Avaí foi melhor quando esteve com um jogador a menos. Contra o Fluminense, passou a jogar muito mais depois da expulsão do atacante Getúlio. Um torcedor brincalhão poderia dizer que “então é melhor já sair jogando com 10, porque joga melhor assim”. Só que não é isso. No ano passado escrevi aqui que o Avaí arrancava resultados porque tinha caráter. E a linha é exatamente esta.
Quando se vê acuado, o time reage de forma coletiva, com mais força, empenho e companheirismo. Quando um grupo está junto há muito tempo, que os jogadores são cúmplices uns dos outros, isso aparece em campo de alguma forma. E para o Avaí atual funciona assim. Na dificuldade a resposta aparece ainda mais forte. É um Avaí que tem suas limitações, mas que tem muito identificação também.
São muitos garotos formados ali, que têm qualidade e querem vencer, e muitos jogadores que já criaram raízes, como Betão, Alemão, João Paulo e os próprios Marquinhos e Moritz. Este atual Avaí mostrou que está pronto para reagir com força quando algo ruim acontece.
Rodadas complicadas
A Chapecoense vai a Tubarão jogar contra um time que tem feito um bom returno, recuperando espaço e pontos na tabela. Os ingressos estão todos vendidos para o Domingos Gonzales. Não é um jogo simples. O Figueirense recebe o Inter de Lages, no Scarpelli, mas o time de Milton Cruz está desfigurado com muitos jogadores machucados e suspensos.
E o Avaí vai a Concórdia, para uma partida que já não é tão simples, pela viagem e condições de gramado, também com muitos problemas. Como se percebe, apesar do favoritismo dos três, as confirmações vão exigir bastante das equipes que correm pelas duas vagas na grande decisão.
Confira a tabela do Catarinense 2018