Contra o Oeste, o Avaí encarava uma equipe traiçoeira, que iria se fechar e tinha muita velocidade no ataque. O Londrina não é um time traiçoeiro. É, na realidade, uma equipe muito boa e que vive grande momento. Há muito equilíbrio na equipe comandada por Roberto Fonseca. O meio de campo tem marcação e boa criação com movimentação, mas o principal do time paranaense é o ataque. Felipe Marques é veloz e driblador, podendo abrir espaços na defesa avaiana. Ele joga pelo lado esquerdo e fazendo duelo interessante com o lateral Guga. E quem desequilibra é Dagoberto. Jogando livre, como uma espécie de falso 9, tem feito os gols pra equipe. Fisicamente está muito bem e tecnicamente não há o que reparar. É jogo pra jogar no limite da atenção. Todos os detalhes são muito importantes.
Explorar o que tem de melhor
O Avaí já mostrou que pode atuar de jeitos diferentes. Seja no esquema tático ou na estratégia. Transitou entre o 3-5-2, o 3-4-3, o 4-1-4-1 e o 4-4-2, que deve ser o sistema deste sábado. Mas o destaque maior é a forma como o time se coloca em campo. Em casa, joga agredindo sempre, atacando com até sete jogadores. Só que nesta partida não é isso que deve ocorrer.
O Londrina precisa muito mais do resultado do que o Leão. É aí que o Avaí vai poder jogar da forma como joga melhor, como enfrentou o Goiás, na última rodada: ocupando os espaços no seu campo, com jogadores próximos e marcação forte para as saídas rápidas, com toques velozes e explorando os espaços deixados pelo adversário.