Na partida contra o Fluminense, no estádio Nilton Santos, o Avaí mostrou a velha e eficiente característica dos últimos dois anos, a partir da chegada do técnico Claudinei Oliveira. Os números comprovam. O Leão teve aquele índice muito baixo de posse de bola, que era costumeiro em algumas atuações e vitórias da Série A do ano passado. Foram 31% apenas de posse de bola. E, no segundo tempo, o time deu a bola para o Fluminense, se organizando em duas linhas de quatro compactas na entrada da área, saindo apenas em contra-ataques, numa forma competitiva de atuar e eficiente na proposta. Este é o caminho. Para um Avaí, que perdeu jogadores importantes e não teve uma reposição forte, para um Avaí que não conseguiu desenvolver um jogo mais qualificado e com proposta e posse de bola, é a saída para obter resultados. E é o que melhor faz o seu treinador, Claudinei Oliveira – a organização defensiva é o seu forte.
Só a vitória interessa contra o JEC
Jogando do seu jeito, o Avaí precisa vencer em Joinville. É um jogo que pode tirar um dos dois grandes da disputa por uma vaga na final do estadual, mas quem vencer segue vivo, independentemente dos resultados de Figueirense e Chapecoense na rodada. Se tiver a organização defensiva apresentada no segundo tempo do jogo do Rio de Janeiro, o Avaí tem boas chances de vencer na Arena.
Um adversário complicado para o Figueirense
O Tubarão começou a mostrar nas últimas rodadas o que se esperava dele na competição. Bom futebol e resultado. A equipe de Waguinho Dias é a melhor entre as menores do Catarinense, mas vinha perdendo seus jogos. Alguns até com boas atuações. A derrota para o Atlético Paranaense, na Copa do Brasil, trouxe a confiança que faltava. Ter encarado bem a partida na capital paranaense fez o Tubarão trazer para o catarinense a qualidade e a confiança que faltavam ao time. Além disso, bons jogadores começam a aparecer com aquilo que era projetado. Destaques para Matheus Barbosa e Batista, o camisa 9, que são jovens e muito bons. É um adversário complicado para o Figueirense, mesmo sendo o líder da competição.
Nada deve mudar após primeiro tropeço
A primeira derrota iria acontecer, mais cedo ou mais tarde. Foi mais tarde, pois o Figueirense se segurou como uma das últimas equipes invictas do futebol brasileiro na temporada. Mas ela deve ser assimilada de forma natural. Já escrevi que o Figueirense mostra cada vez mais estar no caminho certo. O Jogo diante do Atlético comprovou isto mais uma vez. Então é seguir forte, mantendo o padrão de organização da equipe e de atuações de qualidade. Milton Cruz já conseguiu estabelecer certezas, apesar das mudanças constantes do time. O Figueirense, em tese, precisa de mais quatro vitórias para se garantir na final. Enquanto isto não estiver certo, é melhor seguir firme em campo.