O manezinho da Ilha Thomaz Koerich, analista de desempenho da Seleção na Copa do Mundo da Rússia, foi nosso convidado no Debate Diário de ontem. E falou um pouco sobre o trabalho desenvolvido junto à comissão técnica de Tite. Dois pontos chamaram mais atenção. Primeiro, Thomaz revelou que entre a fase de grupos da Copa e a primeira partida eliminatória, contra o México, houve uma discussão mais séria entre os integrantes da comissão para a mudança da equipe. O manezinho não revelou quem sairia, mas disse que era apenas um jogador. A suspeita é que era o atacante Willian.
Mas segundo o analista, a discussão durou dois dias até que Tite definisse pela manutenção da equipe. Não deu mais detalhes, mas contou uma cena curiosa, em que o técnico o chamou e pediu “Thomaz, me manda para aquele lugar!”. Thomaz se recusou, mas, com a insistência do técnico, atendeu o pedido. Tite disse que a ele que merecia, por ter demorado dois dias para definir a questão.
Preocupante
O que mais preocupou foi quando Thomaz descreveu a cena de vestiário no pós-derrota para a Bélgica. Segundo ele, Tite fez dois discursos de agradecimento. Um para a comissão técnica e outro para os jogadores. Agradeceu a entrega, o comprometimento e o trabalho desenvolvido por todos. Mas logo depois sentou-se no vestiário e, olhando para o nada, teria dito algo como “eu não sei mais o que eu poderia ter feito”, no sentido de analisar que tudo o que foi feito teria sido suficiente para passar e o time não passou pela Bélgica.
Aí é que está a preocupação. Porque a Copa mostrou que havia correção para fazer. Willian e Gabriel Jesus estavam abaixo e, de certa forma, poderiam complicar o rendimento da equipe. Mesmo com a boa atuação de Willian contra o México, a manutenção dele se mostrou um erro. Tite se prendeu a uma formação e não esteve aberto a possibilidades dentro do próprio grupo. Este é um dos pontos de evolução para a sequência do trabalho dele, que deve ocorrer.