Alienados! Foi a qualificação dada por ele – ou desqualificação – à grande maioria dos esportistas atuais no país. É claro que Walter Casagrande Jr., o Casão da Globo e ex-atleta do Corinthians e da Seleção Brasileira da Copa de 1986, estava se referindo aos atuais jogadores de futebol. Uma vez escrevi que a geração atual da Seleção era formada por muitos talentos, mas, ao mesmo tempo, por muitos “menininhos de internet”. É mais ou menos a mesma linha de pensamento. Concordo com o Casão. Ele nos concedeu uma longa entrevista na CBN Diário, sexta-feira. Estavam Mário Motta, eu e o colega Cacau Menezes como convidados. A crítica vem de um personagem dos mais fortes. Casagrande é do primeiro time da Rede Globo, compondo a equipe comandada por Galvão Bueno. Foi um atleta mundial, vestiu a camisa da Seleção em Copa do Mundo e foi protagonista de um dos movimentos mais expressivos do esporte brasileiro e mundial, que foi a “Democracia Corinthiana” da década 1980. Tem gabarito pra entender o que significa e cobrar posicionamento destes ícones esportivos.
Casagrande minimizou a ausência de Neymar neste momento da Seleção. Revelou que já teve este tipo de lesão e sabe que o camisa 10 tem totais condições de estar pronto pra Copa. Mas ressaltou que do meio pra frente, mesmo sem Neymar, o técnico Tite tem muitas opções de qualidade e talento. Mas fez um alerta sobre as chances de hexa. “Se o Neymar jogar individualista como ele faz no PSG, a Seleção corre sério risco de voltar pra casa mais cedo”. O temor se justifica. Era assim que Neymar jogava na Seleção bagunçada do técnico Dunga. A Seleção sempre foi melhor quando os talentos produziam para o time. E Casagrande está certo com seu receio do Brasil e a individualidade de Neymar na Copa.
Seleção de Philippe Coutinho
Um novo comandante técnico dentro de campo aparece na ausência. É Philippe Coutinho, que individualmente foi um dos destaques na vitória sobre a Rússia. Como resultado, foi importante voltar a jogar e vencer. É o primeiro jogo do ano da Copa do Mundo e a Seleção precisa se afirmar cada vez mais para chegar forte e confiante à competição. Ainda mais sem sua principal estrela. Foi um teste válido e um bom recomeço.
Rodada sem muitas expectativas no Estadual
O final de semana não reserva muitas emoções no futebol catarinense. Era um dos riscos da fase de classificação com pontos corridos. A final está praticamente definida, com Figueirense e Chapecoense. O jogo deve ser mesmo em Chapecó. Então, o Figueirense enfrenta o Hercílio Luz só para quebrar a sequência negativa. Pode ser o último jogo em casa da equipe neste Estadual. Uma vitória deixa uma boa impressão. Mas se perder as desconfianças aumentam no pior momento pra isso ocorrer. Já a Chapecoense vai a Brusque para fazer a vitória que falta para garantir a decisão em casa, enquanto o Avaí cumpre tabela diante do Tubarão. O Leão tem que focar mesmo é na Copa do Brasil. Daqui até o próximo final de semana serão três rodadas, e o Catarinense está, na verdade, em espera pela grande decisão.