Clássico eletrizante com erros de Betão, Trevisan e arbitragem acertando

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Dos 31 aos 44 do segundo tempo foram quatro gols. Foi a grande marca do jogo da Ressacada, o primeiro clássico encontro entre Avaí x Figueirense. Quando parecia que o jogo iria para um empate de 1 a 1, os gols começaram a sair. Quando parecia que um gol era definitivo, outro acontecia. Foi um jogo de muitas falhas também. Betão de um lado e Trevisan do outro deixaram espaços e deram bobeiras que terminaram em gols do adversário. Mas acima de tudo valeu o espetáculo na Ressacada. Um jogo de seis gols, que esteve aberto até o último lance, que teve bom público, com 10 mil torcedores no estádio e festa dos dois lados em momentos diferentes. Foi uma partida que acima de tudo, ressaltou a disputa entre as duas equipes. Uma rivalidade viva e que, certamente, vai ter um ano especial.

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Betão e sua tarde infeliz

Ele tem a confiança do torcedor, mas viveu uma tarde de muitos erros. E foram erros marcantes no empate com o Figueirense. Empate que poderia ter sido derrota, porque Betão errou feio em dois lances que resultaram gols do alvinegro. Betão foi o primeiro a assumir os erros e pedir desculpas para a torcida. Tem crédito e todos sabem o que ele pode produzir e como pode conduzir o Avaí na temporada, mas este jogo não foi pra ele.

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Do outro lado os erros foram repetidos

Henrique Trevisan certamente saiu de campo descontente com aquilo que produziu. É um jovem, com um potencial enorme, mas dois gols do Avaí passaram por erros dele. No primeiro um toque de mão que seria pênalti virou um passe pra gol do Avaí. No terceiro gol, deu espaço para a movimentação do atacante Getúlio e errou na tentativa de fazer o corte. Trevisan, não há dúvidas, é uma das seguranças da defesa alvinegra, mas também viveu sua tarde ruim.

Propostas claras

O Figueirense desenvolveu um jogo por uma forte marcação e saídas rápidas de contra-ataque. Foi uma proposta clara e foi bem executada em boa parte do jogo. O volante Zé Antônio foi o grande comandante dessa marcação. O Figueirense cedeu algo ao Avaí quando o cansaço cobrou do time e resultou em alguns erros. Já o Avaí está exercitando e teve que executar um jogo diferente, de posse de bola. E teve que sair da sua zona de conforto, que é o jogo defensivo. Destaque para André Moritz, que conduziu o Avaí nesta missão. O Leão foi pra cima até porque o Figueirense dava a bola para que o Avaí viesse pra cima. Faltou movimentação, apesar dos três gols e da posse de bola maior. Mas o clássico foi de um Avaí de posse de bola e um Figueirense de contra-ataques.

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Arbitragem acerta nos lances importantes

Houve alguma indecisão e pode até haver discussão, mas Bráulio Machado acertou nas decisões mais importantes. Três lances chamam atenção. Os pênaltis marcados, um pra cada lado, e o pênalti que seria marcado e que virou vantagem para um gol do Avaí. Machado acertou, apesar de ter mostrado alguma dúvida em dois deles. No lance do primeiro gol do Avaí fez o gesto de marcação de penalidade, mas decidiu deixar o jogo seguir. Acertou. E no pênalti marcado para o Avaí ele teve dúvida, mas soube usar os assistentes e a equipe de arbitragem para acertar. O grande mérito foi ter acertado nos lances mais importantes.

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