Clima de clássico em Florianópolis

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Antes mesmo das partidas de Figueirense, que já jogou, e do Avaí, que ainda vai jogar, pela quarta rodada da Série B, o torcedor já começava a antecipar o clássico entre os dois. A partida é no outro sábado, dia 12, e é válida pela quinta rodada da competição. Os torcedores estavam preocupados com os cartões amarelos – dos dois lados. Agora já fazem projeções. Os dos Figueirense querem time completo em campo e pensam na volta de André Luis e até do Renan Mota. E tem a tranquilidade que Betinho e Jorge Henrique estarão em campo. Os do Avaí projetam uma vitória no sábado para imaginar depois que o time pode ultrapassar o Figueirense na tabela com nova vitória, esta no clássico do dia 12. É uma expectativa bastante válida e que movimenta clubes também. Quem sabe para um bom público na partida, que é um dos atrativos desta largada na Série B dos dois.

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Arbitragem

Ainda é cedo pra isso, mas me cantaram uma pedra ontem: a arbitragem do clássico da Série B deve ser de fora do estado. Como disse, ainda é cedo pra isso, mas em se tratando de um clássico que vai ser jogado com o Estadual ainda recente, pode ser uma boa medida. Desde que não venha um trapalhão.

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Não pode ficar previsível

O esquema com três zagueiros, se bem trabalhado, pode ser muito produtivo, trazendo proteção defensiva e criatividade no meio de campo. Mas se for aplicado como a maioria dos times fazia nos anos 2000, fica previsível e mata os laterais/alas no cansaço. Sim, porque a equipe só ataca pelo lado do campo. E os laterais/alas, ficam indo e voltando, pra fechar uma linha de cinco defensiva e tendo, ao mesmo tempo, toda a responsabilidade de armar a equipe. Não pode ser assim. Os alas têm que dar criatividade ao meio de campo, participando do jogo defensivo e ofensivo como se fossem meias mesmo – integrantes do setor de meio de campo. Tem que haver uma integração entres os três que jogam pelo meio e os dois alas, com troca de posições e dinâmica, inclusive. O Avaí ficou mais leve com os três zagueiros, mas tem muito pra acertar para não ficar estático e previsível.

Sem perder a característica

O Figueirense teve problemas contra o Boa, em parte do jogo, e contra o Brasil de Pelotas. O jogo físico incomoda o time leve do técnico Milton Cruz. Contra o Brasil, o treinador tentou equilibrar isto com a escalação de Abuda ao lado de Zé Antônio. Em campo não funcionou e, na realidade, não é o caminho. O caminho á acentuar ainda mais o toque de bola. Ter a bola, o controle do jogo e trocar passes vai fazer o adversário se desgastar e os espaços vão aparecer. Mesmo que o adversário parta para as faltas, este é o caminho do Figueirense. Não deveria sair da sua característica. Se fizer isto, o Furacão estará entrando num tipo de jogo que não é o dele. A saída é fazer a outra equipe se sentir desconfortável e incomodada.