Não parece ser um dilema ou uma dor de cabeça para o técnico Geninho. Ele está convencido de que o Avaí tem que jogar mesmo com três zagueiros e argumentou, na coletiva de ontem, que o time produzia mais oportunidades e chances de gols nos jogos anteriores à partida diante do Vila Nova, quando jogou com apenas dois defensores.
Fez uma espécie de ironia quando afirmou que “muitas vezes o que vale é o resultado”, para deixar a entender que o time jogou menos, mas venceu e quem vê de fora só analisa o resultado. Mas Geninho talvez esteja esquecendo que o Leão enfrentou naquele jogo um dos times que se defende melhor na competição. Naturalmente teria mais dificuldades de produzir chances contra o Vila Nova.
Alternativa ao que estava previsível
Em outros jogos na Ressacada, o Avaí produziu mais mesmo, só que faz tempo. Contra o São Bento, na quarta rodada, foi um massacre em termos de chances criadas numa partida que terminou empatada. O que ocorreu é que o Leão ficou previsível e mais fácil de marcar. Foi amarrado em casa por Criciúma, CSA e Atlético-GO. Era preciso criar uma alternativa, que foi criada diante do Vila, com mais trabalho de bola no meio.
Geninho parece reduzir as coisas, que não são tão simples assim. O Leão segue precisando variar o seu jogo para sair de situações adversas. Pelo visto, o treinador vai com três zagueiros contra o Juventude. Só que talvez precise de mais gente no meio durante o jogo. É bom lembrar que o jogo do Juve é mais por dentro e começa no volante/meia Tony. É mais fácil para o time de Caxias segurar os laterais e amarrar o lado.