A Comissão de Arbitragem avalia que Ramon Abatti Abel foi bem e passou no teste no clássico. Não há como concordar. É um equívoco enorme, em cima de uma arbitragem de condução equivocada. Abel tem futuro e a Comissão deve seguir apostando nele. Mas no domingo foi muito mal. Foi uma arbitragem fraca. Em nenhum momento ele se impôs em campo como autoridade.
Entendo que muitas vezes há uma blindagem no discurso público de quem comanda. Até porque a fogueira já foi bastante grande desde domingo. Mas se não houver uma cobrança em cima dos erros, não haverá evolução. Passar a mão na cabeça de Ramon Abatti Abel não vai fazê-lo evoluir – é, na verdade, a pior forma de conduzir e pode gerar novos erros.
Momento ruim
Aliás, outro árbitro que foi muito mal no domingo foi Leandro Messina Perrone. Os dois pênaltis marcados para o Criciúma diante do Tubarão foram grandes erros. No grito dos jogadores e da torcida, Perrone deu dois pênaltis iguais e equivocadamente. São lances em que a bola rebate no corpo de defensores. No primeiro lance, a bola sequer toca no braço do jogador do Peixe. Depois de tocar na coxa ela vai na barriga do atleta Canavesio.
Eli Alves, o assistente número dois, assinala e corre pra linha de fundo, induzindo Perrone ao erro. No segundo lance a bola rebate no braço, depois de pegar no joelho do lateral Jean. Nestes lances a indicação é não marcar. Só haveria marcação se a bola fosse bloqueada diretamente com o braço do jogador. A rebatida não deve ser assinalada. O campeonato vai afunilando e os erros começam a aparecer. É hora de um cuidado maior.