A semana vai ser de jogos esvaziados. São duas rodadas e poucas definições pela frente. O Catarinense 2018 está comprovando que é preciso valorizar os grandes jogos, as rivalidades e a emoção. Com pontos corridos a fase de classificação acaba esvaziada. A fórmula proposta pela Federação quando este campeonato foi decidido era ruim, muito confusão, cheia de idas e voltas. Mas a fórmula aprovada pelos clubes produziu este campeonato que chega ao final sem muita emoção. Até mesmo a final em jogo único é reduzir a tensão, a emoção, a um único momento. Definitivamente, os clubes precisam pensar o Catarinense como um grande produto. É preciso ter mata-mata, com ida e volta – pelo menos com semifinais.
Figueira deveria jogar pela final em casa
Todos acreditam que a final vá ser mesmo em Chapecó. Também acredito que vá e as chances são mínimas do Figueirense reverter isso. Mas o que não pode ocorrer é o Figueira desistir por antecipação desta briga. Afinal, vencendo amanhã em Chapecó, ele deixaria a responsabilidade na última rodada para a própria Chapecoense e para o Avaí.
Quando o clube toma a decisão anunciada pelo técnico Milton Cruz – “vamos recuperar jogadores” – ele está renunciando antecipadamente da possibilidade de fazer a final dentro do Estádio Orlando Scarpelli.
É uma discussão que ocorre no Campeonato Brasileiro de pontos corridos todo ano e coloca frente a frente grandes rivalidades. Até mesmo dessa discussão o Figueirense está abrindo mão.