Europa x América do Sul na Copa do Mundo

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São seis representantes europeus – França, Bélgica, Rússia, Croácia, Inglaterra e Suécia – contra dois sul-americanos – Brasil e Uruguai. Um europeu vai estar na final do dia 15. É a tradição do futebol mundial nas Copas do Mundo. E ainda são escolas opostas e que dividem forças e referências no esporte em todo o planeta. É sinal de que o futebol muda, mas não muda tanto assim.

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E mesmo que a competição tenha derrubado campeões, como Alemanha, Argentina e Espanha, que já foram embora, entre as oito seleções que permanecem há quatro que já foram campeãs, como Uruguai, Brasil, França e Inglaterra e mais algumas que já estiveram perto, que são a Suécia, vice-campeã em 1958, Bélgica, que foi semifinalista em 1986, a Croácia, terceira colocada em 1998 e que representa a antiga Iugoslávia, que esteve entre os quatro melhores em duas Copas, 1930 e 1962.

Somente a Rússia, a dona da casa, é uma estranha no ninho. Se bem que a União Soviética foi quarta colocada em 1966. Então, a partir de agora não há nada mais de estranho nessa Copa. E a competição, que parecia caminhar por uma trilha das novidades e das surpresas, se rende à história do futebol.

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Superioridade

Somente duas Seleções foram realmente superiores nos jogos de oitavas de final: Brasil e França. E são realmente as duas melhores equipes da Copa. Não significa que uma delas vai ganhar. Mas significa que são grandes candidatas ao título. As duas têm craques que desequilibram partidas, como Mbappé e Neymar. Devem se enfrentar nas semifinais, no que promete ser o grande jogo desta Copa.

Competitividade

Algumas Seleções são muito competitivas, como o Uruguai, que divide todas e não dá nada de graça. Outras chegam “de boa” como a Bélgica, que tem um jogo técnico, mas historicamente não tem um caráter competitivo. Isso pode pesar contra os belgas e a favor do Brasil na sexta-feira. A Bélgica, às vezes, se contenta com uma ótima participação. Já o Brasil tem que ganhar. Se perde na final, tem crise na volta pra casa. Essa cobrança que existe no Brasil não existe na Bélgica. Na Copa passada, a Bélgica, como praticamente o mesmo time de agora, chegou às quartas de final.

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Jogou contra a Argentina. O gol de Higuaín saiu antes dos 10 minutos do primeiro tempo. Os belgas jogaram o resto da partida como se fosse um jogo qualquer. Em nenhum momento foram pra “loucura total” contra os argentinos.

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