Explicações necessárias de Cláudio Vernalha

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A reportagem da Folha de S.Paulo caiu como uma bomba no Orlando Scarpelli ontem. Era dia de jogo, mas a ligação, feita pela matéria de Diego Garcia, entre e o clube e a Operação Lava-Jato, trouxe à direção do Figueirense uma obrigação de dar respostas e explicações. O fórum escolhido pelo presidente Cláudio Vernalha foi o Debate Diário, da CBN Diário, a maior caixa de ressonância do rádio e do futebol catarinense.

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A manchete da reportagem da Folha era uma paulada – “Figueirense virou S.A. com atuação de citados na Lava-Jato”. O texto trazia dois nomes “suspeitos”, um deles aparecia como novidade: Marcos Meira, advogado, citado na Lava-jato em outubro de 2016. O outro era Claudio Honigman – nome que já apareceu no ano passado e sempre foi negado por Vernalha como investidor, apesar de circular no clube desde o final de 2017.

Investidores

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A chave da questão sempre foi e ainda é a mesma: quem são os investidores do Figueirense atual? A pergunta foi feita duas vezes de forma clara no Debate Diário ao presidente Vernalha. Primeiro pelo colega Roberto Alves, depois por mim. Vernalha não negou o nome de Marcos Meira, mas fez questão de deixar claro que ele não é investidor. Vieira fez um empréstimo à empresa de Vernalha, que é a investidora. Ao mesmo tempo, Vernalha ressaltou que Meira é pessoa de sua confiança e que “está citado, mas sequer foi chamado pra depor na Lava-Jato”.

O fato é que a relação existe e estar citado na Lava-Jato sempre vai gerar desconfianças. Da mesma forma, o presidente também não negou a presença de Honigman, mas também garantiu que não é investidor. “Até gostaria que ele fosse”. O que fica de tudo isso é que o presidente Vernalha não se furtou de dar explicações. Mesmo numa condição bastante delicada, veio rápido para trazer detalhes e tentar desfazer o impacto gerado pela reportagem da Folha, que poderia e pode abalar a credibilidade do projeto.

Transparência

Aliás, sobre credibilidade, vai ser o grande ponto a partir de agora a ser atacado pela diretoria. Para afastar suspeitas e desconfianças geradas pelas “ligações perigosas” é preciso ter muita transparência no trato com o Conselho, os sócios, a torcida e a imprensa. Vernalha praticamente se comprometeu a ser 100% transparente, principalmente com o assunto investidores. E por fim, disse que a S.A. tem dois sócios: 95% é da Elephant, empresa dele, e 5% da Associação Figueirense Futebol Clube, que ainda é presidida por Wilfredo Brillinger.