Enquanto o Avaí tinha Marquinhos e André Moritz, que armavam e organizavam o jogo, o Figueirense tinha um meio de campo que marcava ou corria. O que mais trabalhava na organização era Betinho, mas muito acanhado em relação às outras partidas. Ficou mais como um volante marcador, inibido pela estratégia da equipe. João Paulo também não conseguiu fazer o trabalho de armação. Na verdade, ainda está se adaptando a uma função no meio de campo, e fica como uma espécie de assistente do lateral. Na frente era velocidade para contra-ataque, com Felipe Amorim e Maikon Leite. Faltou justamente o meia. Em tese este meia seria Marco Antônio. Mas sem poder contar com ele, o Figueirense está tentando achar um jeito de articular as jogadas. Mas a proposta de jogo era outra. Só que também pela ausência deste jogador, o Figueirense estava desenhado para contra-atacar.
Um ataque sem mobilidade
Maurinho e Rafinha não deram opções ao meio do Avaí na criação. Mas também não tiveram parceiros pra jogar. O Avaí teve a posse de bola, mas não criou envolvimento para abrir a defesa do Figueirense. Faltou solidariedade, parceria. A bola chegava nas extremas, em Maurinho e em Rafinha, mas eles ficavam isolados. Faltou também dinâmica e movimentação. É o que o Avaí precisa trabalhar urgentemente. Este encaixe entre laterais e extremas. Fora isso, Romulo corre bastante e tenta jogar, mas passa longe de ser eficiente no trabalho de segurar a bola para os meias encostarem, ou no trabalho de qualquer atacante, que é procurar o gol, finalizar e dar trabalho ao goleiro adversário.
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