Figueirense e CLAVE e o entrave para “nova” venda da SAF

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Conselho de Administração da SAF do Figueirense em coletiva na manhã desta sexta-feira (Foto: PH Freitas, NSC)

Conselho de Administração da SAF do Figueirense em coletiva na manhã desta sexta-feira (Foto: PH Freitas, NSC)

O ponto central da entrevista do Conselho de Administração da SAF do Figueirense é que não há como fazer uma “nova venda” enquanto o contrato com a CLAVE não for encerrado. Parece óbvio, mas não estava tão claro assim porque a CLAVE, na realidade, nunca exerceu a efetiva compra da SAF do Figueirense.

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Mas as amarras do contrato com a CLAVE incluem as ações da SAF como garantias dos aportes feitos pelo antigo parceiro. Para que a CLAVE comprasse a SAF do Figueirense, com o último aporte de R$ 61 milhões, havia ainda condicionantes que não foram cumpridas.

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O pacote incluía, além das ações da SAF, transferência da posse do estádio Orlando Scarpelli da Associação para a SAF, o que foi feito; transferência da posse do terreno do ginásio Carlos Alberto Campos da Associação para a SAF, o que não foi feito; e homologação da Recuperação Judicial do Figueirense, que ainda não ocorreu. As ações eram o objeto da compra, e os terrenos eram as garantias.

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Sem terreno do ginásio, sem homologação, a compra da SAF não se realizou, mas as ações da SAF não podem ser revendidas porque estão como garantia dos R$ 27 milhões emprestados pela CLAVE, assim como o Scarpelli. Sem compra efetivada, a CLAVE virou credora e o Figueirense tenta negociar a dívida para poder seguir sua vida com um novo parceiro, desamarrando as ações da SAF do contrato antigo.

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É o problema a ser resolvido. Mesmo que a nova parceira tenha ciência prévia da dívida e do contrato com a CLAVE, e já tenha feito os primeiros aportes no clube, não há o que fazer se este contrato anterior não for desfeito por acordo entre as partes ou com briga na Justiça.

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Enquanto isso o Figueirense sobrevive de novos empréstimos de um novo parceiro que ainda não pode assinar um contrato efetivamente. Um novo risco, mas nada que não tenha sido o dia a dia do Figueirense nos últimos anos. O clube vive tempo difíceis, pulando de credor em credor, esperando alguém pra realmente cuidar do clube e pagar a conta que ficou.