Na terça-feira, antes da partida diante do Vila Nova, a direção do Figueirense anunciou o novo parceiro de uniformes do time para os próximos anos. Entre as novidades, algo chamou atenção. O presidente Claudio Vernalha revelou que atualmente o clube não ganha absolutamente nada com as camisas oficiais vendidas aos torcedores e que a partir deste novo contrato vai voltar a ganhar.
É um assunto que parece ter pouca importância, mas, na realidade, faz parte do pacote do grande negócio que é o futebol e como ele tem que ser atualmente. Não ganhar nada pela venda da camisa é, no mínimo, inconcebível. É a contramão do “negócio” futebol do mercado atual.
As camisas
A camisa é um dos maiores ativos de qualquer clube no mundo inteiro. Recentemente, a Juventus, da Itália, vendeu 520 mil camisas, em apenas três dias, depois da contratação do astro Cristiano Ronaldo. Todas oficiais do clube e com o número 7 e o nome do craque português. Em três dias, uma venda que gerou 54 milhões de euros – metade da multa paga pelo clube de Turim ao Real Madrid, que foi de 100 milhões. É claro que este dinheiro não fica todo com a Juve, mas boa parte dele. O Figueirense tinha um contrato em que ele não ganhava nada. Se vendesse uma camisa ou 1 milhão de camisas, não ganhava nada em dinheiro. Ganhava o uniforme para jogar. Só.
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Loja e produtos
Depois de ouvir a entrevista de Vernalha, procurei entender melhor o que estava mudando. O gerente de marketing, Fernando Kleimmann, me explicou a mudança em toda a operação. Pelo contrato que o Figueirense tem com a Adidas, ele recebe o material esportivo, mas em troca cede totalmente os valores das camisas vendidas e mais: cede também a loja do clube, com todos os produtos com a marca Figueirense. O que não precisa ser expert em negócios e gestão para entender que está errado.
Kleimmann reiterou que com o contrato assinado agora com a Topper, não há cessão da gestão da loja e dos produtos com a marca do clube. É um contrato que envolve apenas os uniformes. E o Figueira volta a ter o controle dos negócios da loja – vai voltar a ser o gestor e ter os direitos sobre tudo que é vendido. Portanto, a camisa volta a render diretamente para o clube e a loja volta a ser do Figueirense. Então, quando o torcedor comprar a camisa, já com a nova marca, vai estar ajudando o seu time do coração a colocar dinheiro em caixa.
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