O Figueirense precisa, em 2019, trabalhar o futebol com a realidade que se apresenta, sem esperar por soluções milagrosas. Desde o início dos anos 2000, o clube, através do seu Conselho Deliberativo, delegou/terceirizou o futebol para alguém ou algum grupo, que viria com todas as soluções administrativas e financeiras. Sempre esteve esperando ou procurando alguém pra pagar a conta.
Foi assim com a gestão Prisco Paraíso, que foi a única bem-sucedida, depois com Wilfredo Brillinger, que entrou com a promessa de pagar as contas, mas fez a dívida aumentar muito, e agora é com o grupo de Vernalha. O torcedor imaginou que, de uma hora pra outra, tudo seria uma maravilha, as finanças estariam resolvidas e os resultados seriam imediatos. Até pelas expectativas criadas pelas entrevistas em Agosto do ano passado, quando o novo grupo assumiu. Só que não é assim e não foi assim.
A realidade foi de acordo com os problemas que um clube do porte do Figueirense encontraria num cenário de Série B, com poucos recursos e menor exposição. Para o ano que vem a fórmula deveria ser trabalhar com o que se tem, sem esperar por algum “aporte” ou solução milagrosa. O que o Figueirense tem que fazer não é simples – dá muito trabalho.
É reduzir a folha, aumentar a qualidade do time, trabalhar com recursos de televisão oferecidos pela Série B – em torno de R$ 7 milhões para o ano que vem -, patrocínios e parceiros, receita de sócios e bilheteria, e negociações de atletas. Este é o mundo real.