O Figueirense enfrenta um dos gigantes do futebol brasileiro na Copa do Brasil na noite desta quarta-feira. O Atlético-MG é um adversário duríssimo nesta terceira fase da competição. É sempre cotado para chegar às finais. Esse é o tamanho da barreira. Enfrentar um time que tem jogadores de Seleção, como o goleiro Vitor, o volante Elias, o atacante Ricardo Oliveira.
Ainda Casares e Otero jogam por seus países – Equador e Venezuela – atualmente. Para passar por este obstáculo é preciso muito cuidado a todos os detalhes. As escolhas dos jogadores, acrescentando experiência ao time, é um destes cuidados. O Furacão deveria usar atletas como Diego Renan e Jorge Henrique. Talvez use.
Além disso, criar uma atmosfera favorável também é importante, como estádio cheio e apoiando o time. É provável que isto seja realidade. Vencer o Atlético em casa pode ser um passo decisivo para uma classificação. Mas por enquanto o Figueirense ainda é o azarão do confronto.
Estratégia
Milton Cruz disse que o Atlético é um “time que joga e deixa jogar”. É verdade! Desde os tempo recentes do Galo doido, com Cuca, depois Levir Culpi, que foi o time que ganhou a Libertadores e a Copa do Brasil. O Atlético costuma jogar no campo do adversário, agredindo bastante e adiantando sua defesa. Aí está um ponto a ser explorado. O Figueirense pode explorar a velocidade, tendo campo pra isso. E vai ter que fazer um preenchimento de espaços no seu campo, como fez em Criciúma, no domingo. Talvez seja o caminho. A melhor estratégia para vencer este primeiro jogo e ir para Belo Horizonte com boas chances.
Inquestionável
O prêmio Laureus, que a Chapecoense recebeu nesta terça, pela reconstrução do ano é inquestionável. Depois de tudo que ocorreu no final de 2016, terminar 2017 com o bicampeonato catarinense e com a classificação para a pré-Libertadores mostrou a força da Chapecoense e da cidade de Chapecó. O mais fácil era se entregar à tristeza e à dificuldade de competir de igual pra igual contra grandes do futebol brasileiro e sul-americano. Pois a Chape não quis ser “café com leite” no Brasileiro e mostrou um poder de superação que fez o reconhecimento chegar com este Oscar do Esporte Internacional. O Laureus 2017 coloca definitivamente o nome da Chapecoense e da cidade de Chapecó na história, como uma das passagens mais sofridas do esporte, mas com uma força de superação impressionante. Um orgulho catarinense e brasileiro.