Desta vez o técnico Geninho está dando sinais claros que quer deixar dúvidas para o técnico adversário. Em primeiro lugar, não acredito que ele mexa na função de Getúlio, que vem muito bem aberto pelo lado esquerdo. Treinou como centroavante, mas deve ser pra confundir. Como referência ficaria deslocado, perdendo também a confiança que adquiriu nas últimas partidas. Getúlio vai ser importante para marcar o lateral Alex Silva e para puxar os contra-ataques.
A outra questão é quem entra no lugar de Rodrigão. Como ele treinou com Jones aberto, e em nenhum momento citou o jogador como opção para aquela função, talvez seja mais para Daniel Amorim. Avalio que Jones daria mais qualidade ao time, segurando a bola no ataque quando necessário, como faz o titular da posição.
Um jogo cheio de detalhes
O Goiás é um time que joga solto. Do meio pra frente tem bastante qualidade. Ao mesmo tempo, é uma equipe que não tem muita marcação. O esquema 4-1-4-1 do técnico Ney Franco divide bastante entre os que marcam e os que jogam. Até o volante Gilberto entra no time que marca. Da segunda linha de quatro pra frente, é o time que joga. Dentro de casa tem sido bastante agressivo e efetivo. O Avaí tem que encurtar espaços no meio, diminuir o campo para os meias Renato Cajá e Giovani.
Outro cuidado é fechar o lado do campo. Na direita, o lateral Alex Silva apoia bastante e é bem importante para a criação naquele setor. Na esquerda o perigo é com Michael – um dos melhores jogadores da Série B. O Avaí não tem que tomar iniciativa do jogo, mas também não pode recuar como fez na Copa do Brasil, ainda sob comando de Claudinei Oliveira.
Naquele jogo, o Leão fazia uma linha de seis atletas na defesa, mas dava espaços para os meias. Um erro grave. Tem que ocupar o seu campo, marcando sem dar espaços, para sair em velocidade, o que é uma especialidade da equipe comandada por Geninho.