A principal marca da vitória sobre o Boa Esporte foi o retorno da confiança do artilheiro Henan. No primeiro gol mostrou frieza e qualidade. O segundo, além da qualidade, a confiança. Nenhum atacante tenta um lance por cobertura e de pé contrário – o pé canhoto – se não estiver com muita confiança. Escrevi aqui durante a semana que a busca por um atacante estava aberta no Figueirense. Era André Luís machucado e Henan em má fase. Pois Henan jogou a má fase pra longe e deixou um recado forte: além dele estar de volta, André Luis ganhou um real concorrente.
Qualidade para seguir crescendo na competição
O jogo foi muito truncado, no estilo do adversário que joga duro e jogou assim o tempo todo. O Boa Esporte não queria jogo, queria confusão. E o Figueirense caiu na armadilha em muitos momentos. O jogo físico, de choque, só interessava aos mineiros. A do Figueirense era com bola no chão, sua maior qualidade. E foi a qualidade que definiu e venceu a partida. Era nítida a diferença de propostas. O Figueira, quando tinha a bola, procurava jogar.
O rival queria jogo travado, enroscado. Até o segundo gol foram poucas oportunidades, mas quando teve o time aproveitou. A expulsão de França, no início do segundo tempo, também ajudou a abrir espaços. Depois do segundo gol foram muitas as chances. Henan poderia ter feito em outras duas jogadas. Maikon Leite também pintou na cara do gol. As resistências do Boa foram caindo aos poucos e o jogo passou a ficar muito tranquilo, consolidando a terceira vitória e sua condição de candidato neste início de Série B.
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