Hora do Figueirense reagir e questionamentos sobre Milton Cruz

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Na verdade, passou da hora. Para um time que entrou no campeonato falando em conquista, ficar três rodadas perdendo é algo inaceitável. O Figueirense tem que reagir diante do CSA. A volta de Zé Antônio facilita bastante para o treinador e para o sistema defensivo, mas Cléberson deveria voltar a ser o titular. E o time precisa repetir o trabalho de compactação que já fez em outras partidas, como no jogo contra o Atlético-MG, na Copa do Brasil, em Belo Horizonte.

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Aquele jogo tem que ser a referência da temporada. O Figueira precisa ser agressivo, mesmo nos jogos fora de casa. E para marcar forte no ataque é preciso adiantar linhas e compactar a equipe na frente. Contra o Fortaleza, o Alvinegro esteve espaçado em campo, desarticulado. Dá pra fazer, o time sabe fazer e tem jogadores para isso.

Questionamentos sobre Milton Cruz

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É claro que Milton comete seus equívocos, como qualquer treinador que está exposto ao jogo. Há como discutir aqui – e entre os torcedores – porque ele tem alguma dificuldade de reação com a bola em jogo. Aquele talento de ler/entender o que está ocorrendo de errado e alterar o panorama, corrigindo posicionamentos ou alterando atletas em campo, para corrigir e reverter um cenário negativo com a partida em andamento. Mas isso é algo comum para muitos treinadores – não é exclusividade de Milton Cruz, que realmente tem demonstrado alguma dificuldade neste ponto.

Na verdade, é o inverso, pois este é um talento, um diferencial. O que não dá pra discutir é o trabalho dele no longo prazo e a importância dele para o Figueirense atual. Milton Cruz é a grande referência do futebol alvinegro. Questionar sua permanência ou não é não entender que se ele não estiver a situação pode desandar e piorar ainda mais. Cruz é uma espécie de manager e é o aglutinador deste grupo. Seu talento especial é este: montar e conduzir um grupo de jogadores.