Depois de 13 partidas vindo do banco de reservas, Juninho teve uma chance como titular no Figueirense. Quem acompanhava os jogos já via que ele estava “pedindo passagem”. É um jogador que tem muita velocidade com a bola no pé. Não é somente aquele que se projeta com velocidade. São coisas diferentes.
Numa arrancada contra o CRB ele já havia demonstrado isso, provocando a expulsão direta do zagueiro Anderson Conceição. Mas suas arrancadas e finalizações há algum tempo chamam a atenção. Como o Figueira atual está jogando mais fechado, com mais ligações diretas e menos posse e trabalho de bola, Juninho era a cartada mais correta. Já deveria ter sido titular diante do Goiás.
A partida contra o Boa foi toda dele, participou dos dois gols. É uma das soluções do momento para um time que está vivendo sua turbulência em termos de referências, com baixas significativas no meio. Contra o Brasil-RS, a equipe vai ter que se virar. Não vai dar pra esperar muito mais organização. E Juninho pode ser uma peça muito importante.