A negociação de Lucas Paquetá, do Flamengo para o Milan, é mais uma demonstração de que o futebol brasileiro segue seu caminho como exportador. Não há nada que indique alguma competição com os europeus no campo do poderio econômico. Se o Mengo, que tem a casa em ordem administrativamente e financeiramente, segue exportando sem esboçar reação, quem vai conseguir segurar algum talento por aqui? Em 2018 o clube da Gávea já negociou Felipe Viseu, Vinicius Junior e, agora, Paquetá.
Uma novidade boa é que estes jogadores estão saindo por um preço maior, como Rodrygo, do Santos, que já está negociado com o Real Madrid. Sai por 54 milhões de euros. Vinicius Júnior foi por 45 milhões e Paquetá custa neste acordo 35 milhões. Outra boa novidade é que o futebol brasileiro volta a mandar atacantes de excelente qualidade para o futebol mundial. Por algum tempo, somente Neymar saiu com este status. Restaram aqui Everton, do Grêmio, e Pedrinho, jovem talento do Corinthians.