Milton, não foi por uma bola

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O técnico do Figueirense estava atordoado depois do jogo, na entrevista coletiva. A ponto de analisar que o Avaí jogou por uma bola. Em nenhum momento foi assim. O Avaí foi agressivo nos dois tempos do jogo. E dominou completamente a segunda etapa, sendo mais ofensivo ou mais defensivo. Os números mostram isso. Houve equilíbrio na posse de bola – 56% do Figueirense contra 44% do Avaí.

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Mas nas finalizações o Avaí foi muito mais efetivo. Foram 21 contra 12 do Figueirense. Sendo nove chutes ao gol. O Figueirense acertou o gol apenas três vezes. O Avaí só não aproveitou mais por causa dos impedimentos: dois, inclusive marcados errados no primeiro tempo. Então, nunca foi só por uma bola.

Figueirense tem que superar resultado pra não se atrapalhar

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Para o Figueirense não havia muito a ganhar com o clássico. Uma vitória seria analisada como um resultado dentro de um cenário em que o time já vinha bem. Mas a derrota pode gerar uma cobrança e até instabilidade. O time não jogou bem o segundo tempo.

Foi muito mal com a saída de Betinho e a entrada de Matheus Sales, que é bom jogador, mas entrou perdido. O Figueira precisa ter agora convicção. Está no caminho certo. Tem bons jogadores. Mas tem um problema enorme no meio quando Betinho não está.

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