O futebol brasileiro parece seguir a mesma realidade de viver de ondas, ou modas. Chamou atenção o clamor pelos medalhões quando o Palmeiras demitiu o técnico Roger Machado. A torcida pedia alguém experiente. Poderia ser Vanderlei Luxemburgo, Abel Braga, Felipão, mas tinha que ser alguém cascudo. Os mesmos que foram rejeitados depois da onda que tomou conta do futebol nacional como reflexo dos 7 a 1 da Copa de 2014.
Foram quatro anos querendo renovação e novos técnico surgiram, muitos deles interinos, que estavam sendo testados, e depois foram efetivados. O que se vê no momento é que alguns deles estão desempregados. Zé Ricardo, Jair Ventura, Roger Machado e Fernando Diniz puxaram a fila das novidades nas últimas temporadas. São quatro técnicos sem time agora.
Todo aquele clamor pelo jogo jogado, por um desenvolvimento maior, por mais conceitos e mais conhecimento, parece ter ficado pra trás. A onda agora é outra. Estão de volta os medalhões, puxados por Felipão, que assume o Palmeiras. O que é muito ruim. Não por Felipão, que é um vencedor, mas porque o que se percebe é que quem faz futebol continua vivendo as ondas ou as modas.