A Seleção jogou bem, com futebol coletivo, bom toque de bola, criando e envolvendo, como havia feito durante todo período de preparação – por apenas 20 minutos. Até o gol de Philippe Coutinho, o Brasil jogou o que se esperava, o que vinha jogando nos amistosos e o futebol que o colocou como um dos candidatos ao título mundial.
Depois do gol, o time se retraiu, deu espaço demais à Suíça e ficou esperando por um contra-ataque que não surgiu por erros de passe e de decisões tomadas dentro de campo pelos jogadores. Individualmente alguns estiveram muito mal, como Paulinho, William e Gabriel Jesus. Mas a primeira referência é ao futebol coletivo, que foi abandonado muito rapidamente. E ainda estou referindo um momento em que a Seleção ganhava o jogo, o primeiro tempo.
Ansiedade piorou ainda mais o jogo
Depois do gol da Suíça, um erro claro de marcação da zaga brasileira, o futebol coletivo foi pro espaço. Entrou a ansiedade e até uma espécie de Neymarbol, que era praticado na época do técnico Dunga. O erro no gol da Suíça foi a marcação por zona, que facilitou o deslocamento do jogador que fez o gol. É possível marcar por zona, mas a atenção tem que ser redobrada. Diante dos grandalhões suíços e com uma zaga brasileira baixa, a melhor indicação era, no mínimo, uma marcação mista, entre zona e individual.
Mas o pior foi como o time do técnico Tite reagiu, ou deixou de reagir ao gol. Ficou todo mundo esperando que Neymar fizesse algo. E o camisa 10, bem marcado, e distante do gol, pouco conseguiu fazer. Era hora de jogar novamente aquele futebol coletivo, de toques e movimentação, para abrir a defesa adversária.
Alterações
A entrada de Fernandinho ocorreu por causa do cartão amarelo de Casemiro e pela necessidade de uma cobertura mais firme no lado esquerdo, com as subidas de Marcelo. Tite nunca testou colocar Filipe Luís ali, pra liberar Marcelo no meio. Poderia ser uma solução. Filipe daria conta defensivamente de Shaqiri. E Marcelo seria muito útil no setor de criação.
Outro que poderia ter entrado era Douglas Costa. Mas no lugar de William, pela direita. É um jogador que desequilibra a marcação adversária, que vai pra dentro. A única entrada produtiva foi de Firmino, que conseguiu finalizar mais que Gabriel Jesus. O camisa 9 sofreu um pênalti não marcado, mas estava mal no jogo.
O final de semana de Copa
Grandes emoções com o empate de favoritas, como a Argentina e o Brasil. Mas o maior momento dos jogos deste final de semana foi a vitória gigantesca do México sobre a campeã mundial, a Alemanha. A Seleção mexicana começou jogando de uma forma muito agressiva, tirando a Alemanha da zona de conforto. Os contra-ataques se tornaram um terror para a defesa alemã. Foi a grande vitória da Copa até aqui. Juan Carlos Osorio conseguiu uma façanha com seus comandados.