Não há como fugir da Ressacada e do Scarpelli

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Concordo com os técnicos Geninho e Milton Cruz quando reclamam de uma cobrança excessiva das torcidas na Ressacada e no Scarpelli. Em algumas partidas, realmente os dois times se atrapalharam com essa cobrança. Mas é algo que tem que ser vencido. Avaí e Figueirense têm que aprender a lidar com essa adversidade. Não há como fugir disso e os estádios continuam sendo a casa dos dois. E não adianta querer “catequizar” as duas torcidas porque quanto mais se mexer nisso, mais vai haver cobranças. É saber lidar com a exposição e com a cobrança.

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Foi mais ou menos o que Geninho falou na terça-feira depois do jogo. Os jogadores mais experientes têm que assumir esta bronca, servindo de proteção aos que mais sofrem ou aos que mais sentem as vaias e as reclamações.

Não é só a pressão da torcida

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Acredito que em muitos jogos, os dois times também se perderam em campo por não saber lidar com as adversidades do próprio jogo. Mais até do que a pressão da torcida. Vi erros nas mudanças do técnico Geninho no empate de terça, com o Atlético-GO. E vi o Figueirense se desorganizar em partidas recentes contra o Oeste e a Ponte Preta, por causa do resultado parcial. Passa pela estratégia da equipe, pela leitura do jogo, a concentração naquilo que está sendo feito e naquilo que é preciso fazer durante a disputa.

Os grandes estudiosos sobre força mental no esporte sempre dizem que o atleta que precisa do incentivo da torcida pra render está fadado ao insucesso mais cedo ou mais tarde. Aqueles que se desequilibram com o que vem da arquibancada, também. Figueirense e Avaí, repito, não podem fugir dos seus estádios e seus torcedores. Os dois times precisam trabalhar isto e blindar seus jogadores, tentando elevar, em primeiro lugar, o nível de concentração nas partidas. E os comandantes, ao lado do gramado, têm que comandar esta blindagem.

Confira a tabela da Série B do Brasileiro