Neymar foi o assunto da semana no Brasil

Compartilhe:

Desde a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo todos queriam ouvir uma palavra do camisa 10 da Seleção. E, como escrevi aqui nesta última semana, enquanto ele não falasse, muito iria ser falado sobre ele. Foi o que aconteceu. Muitas especulações sobre seu destino – a permanência no PSG ou a possível ida para o Real Madrid. Muito sobre seu comportamento e como estaria reagindo ou assimilando às críticas depois do insucesso no Mundial da Rússia.

Continua após a publicidade

Neymar finalmente falou na quinta-feira à noite. E a impressão que deixou é que não está ligando para o mundo. Está dando de ombros. Não acredita que tenha errado na parte do comportamento e avaliou como um exagero a repercussão de suas atuações e suas quedas na Copa. Confirmou que fica no PSG, como seu grande amigo Bruninho, campeão olímpico de vôlei, já havia informado na entrevista do Debate Diário, no mesmo dia, só que à tarde. E largou uma frase comum a muitos jogadores quando são cobrados ou criticados: “só quem esteve lá dentro é que sabe”. É aquela história de jogador não respeitar, ou levar em consideração, quem não jogou bola. O que é, no mínimo, lamentável.

Quem esteve lá também critica

Na sexta-feira, durante o programa Seleção Sportv, o campeão mundial de vôlei Nalbert, que foi durante muito tempo capitão de uma equipe extremamente vitoriosa, disse algo poderoso e verdadeiro. Para ele, “o mundo quer amar Neymar, mas…”. Ele falava sobre os ajustes de comportamento que camisa 10 do Brasil precisa fazer na carreira para que o mundo, que adora seus dribles e seu futebol alegre, possa realmente amá-lo e respeitá-lo como grande atleta de futebol que ele é.

Continua após a publicidade

O campeão de vôlei ainda disse que não adianta alguém conversar com Neymar, como se propôs o técnico Bernardinho recentemente, se o próprio jogador do PSG não fizer esta análise pessoal e estiver disposto a mudar.

Já deu tempo para sair da bolha

O camisa 10 da Seleção já tem 26 anos. Já teve tempo de entender o caminho certo. Parece preferir escolher sempre o caminho mais complicado. Neymar faz uma confusão que muitas “estrelas” fazem, invertendo a lógica dos fatos. Ele precisa entender que é o que é por aquilo que faz em campo, e não o contrário. As pessoas passaram a admirar seu talento em campo e daí ele ficou conhecido, e não o contrário. Neymar parece viver a bolha da “estrela mundial”, e o futebol é algo a mais pra ele. Deveria ser o todo. É esquecer do cabelo na véspera da estreia na Copa do Mundo, que tinha tudo para ser a dele.

É deixar de lado a rede social e focar nos treinos e nos jogos durante um torneio que pode mudar sua história e sua vida pra sempre. É saber liderar e encarar de frente imprensa e torcida nas derrotas e nas vitórias. É deixar de lado essa bobagem
dessa obsessão por ser o melhor do mundo – isso é consequência e não deveria ser o objetivo.