O Avaí desistiu muito rápido do campeonato. Ainda no turno, nas entrevistas, o técnico Claudinei Oliveira, de forma até muito realista, falava das dificuldades que teria de levar o time a uma nova final, como no ano passado. Sempre se colocando como um parceiro da diretoria, o treinador muitas vezes não falava com abertamente, mas deixava nas entrelinhas, a ideia que não iria cobrar da diretoria contratações e reforços para fazer o time mais forte e competitivo.
Ele garantia que iria trabalhar com o que tinha em mãos, lançando garotos e priorizando a preparação da equipe para a Série B, o grande objetivo do ano, e para os jogos da Copa do Brasil, que está pagando cotas muito interessantes nesta edição.
Jovens talentos e dinheiro em caixa
Assim, o Avaí lançou ótimos jogadores, como o lateral direito Guga, e fez engordar a conta com as vitórias da Copa do Brasil, mas o Catarinense deste ano ficou mesmo em segundo plano. Neste último jogo, o Avaí segurou alguns titulares, como Moritz e Judson, e até mesmo Marquinhos, que seria uma opção. Se tivesse encarado realmente o jogo contra o Concórdia como decisão, estes jogadores certamente estariam em campo.
Neste estadual, os melhores jogos do Avaí foram contra os grandes, o que comprova, de certa forma, que o Leão jogou forte contra seus maiores adversários, numa espécie de disputa de território, ou manutenção da honra. Faltou mesmo foi jogar o campeonato por inteiro, com foco e objetivo – estes estiveram mais voltados para outras metas. Não acredito que tenha sido uma decisão de diretoria ou departamento de futebol, mas acho que naturalmente foi o caminho construído.
Confira a tabela do Catarinense 2018