Um time com bons jogadores e bem treinado. Este é o Bahia, que briga por uma vaga na Libertadores da América do ano que vem pela campanha que está fazendo. Um time que tem resultados expressivos, como a vitória sobre o líder, Flamengo, por 3 a 0 – no primeiro tempo. A principal arma é o contra-ataque, o que dificulta ainda mais o jogo para o Avaí. Jogadores como o goleiro Douglas, que talvez tenha sido o melhor do turno do Brasileirão, com grandes atuações como fez pelo Avaí em 2017, mas na frente tem dois jogadores muito perigosos: o rápido e habilidoso Arthur e o artilheiro Gilberto.
É um Bahia que joga agrupado, que sabe pressionar a bola para roubar no campo de ataque, atrapalhando bastante a saída de bola do adversário, e sabe também defender de forma compacta, para sair em velocidade máxima em qualquer erro do oponente. Por isso tem todo os resultados na competição. Chegou a ter invencibilidade de nove partidas.
É preciso atacar, mas com todos os cuidados
O técnico Alberto Valentim precisa colocar o Avaí em campo para pressionar o Bahia, como fez no primeiro tempo contra o Atlético-MG, uma atitude agressiva. Mas é preciso cuidar muito os contra-ataques e a velocidade dos baianos. Talvez seja mais interessante ter um volante como Mosquera para segurar um pouco mais as coberturas. Com isso, dar liberdade no meio para Pedro Castro e Richard Franco. Na zaga, o Avaí tem defensores relativamente rápidos, com Betão e Ricardo. Dá pra adiantar o time.
O que o Leão precisa melhorar é saber jogar o jogo competitivo. Um exemplo foi o São Paulo contra o Flamengo, no Maracanã. O Tricolor fez quase 30 faltas para parar algumas jogadas. Nada de violência, mas às vezes é preciso fazer. O time azurra é muito bonzinho, deixa jogar. Não pode ser. Uma vitória sobre o Bahia, nesta segunda, é mais expressiva do que a vitória contra o Atlético-MG, na semana passada. E seria uma ótima resposta à goleada sofrida na quinta passada diante do Grêmio.
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