Foi o primeiro revés e foi merecido. O Figueirense não jogou bem. O goleiro Denis foi o melhor em campo e salvou lances que poderiam determinar uma derrota por um placar maior. É verdade que o time foi prejudicado por um pênalti que não existiu. Não houve absolutamente nada, além de contato, no lance assinalado pelo árbitro André Castro.
Mas mesmo quando o Figueirense esteve bem, no início da partida, não esteve realmente bem. O time não criava. A única chance foi o gol bem anulado por impedimento do atacante Henan. Foi uma partida ruim e que mostra ao time do técnico Milton Cruz outras realidades do caminho sempre complicado da Série B.
Encarando a Série B
Escrevi que este jogo contra o Brasil de Pelotas era diferente. Muito em função do jogo físico do adversário. Mas não foi só isso. O Figueirense saiu reclamando do gramado alto, que não tinha sido molhado, e do jogo brusco do time do técnico Clemer. Não há o que reclamar. O Figueira precisa encarar a Série B como ela é. E tem que saber se moldar às diferentes características das equipes e dos gramados. O Furacão tem um time leve e extremamente técnico, mas nem sempre isto vai resolver nas partidas da segundona brasileira.
Fizeram muita falta
Já tinha adiantado que Betinho faria muita falta e seria uma ausência difícil para o Figueirense. O time joga muito de acordo com o ritmo e os passes de Betinho. E não tem substituto pra ele no meio de campo. A surpresa foi entrar sem Jorge Henrique. Preservado pela sequência de jogos – sexta e terça – o meia também fez muita falta ao time. É ele que dá personalidade à equipe, que comanda o meio de campo e chama o jogo quando está difícil. Daniel Costa não foi bem no jogo e nem de longe tem o mesmo peso para a equipe que o camisa 10 tem. Betinho e Jorge Henrique representam muito para o time atual. Sem um dos dois o time sente. Sem os dois o time sofre.
Confira a tabela da Série B do Brasileiro