O futebol vai voltar com menos dinheiro disponível

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Recessão mundial vai atingir o futebol. Catarinenses precisam se preparar (Foto: Lu Freitas/Divulgação)

Quando tudo isso passar e a bola voltar a rolar, seja lá quando for, os clubes vão ter que encarar uma dura realidade: vai haver menos dinheiro para o futebol.

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É natural. Vai haver menos dinheiro para tudo num primeiro momento. A recessão é mundial. É uma diminuição da atividade econômica que faz circular menos dinheiro.

Os clubes, que já vão ter o prejuízo pela falta de jogos, pelo atraso em cotas, pela bilheteria que não existe, pelo número de sócios que tende a diminuir, vão ter que administrar diminuições de aportes que já estavam no orçamento.

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Num exemplo prático, na última semana, um patrocinador dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro anunciou que estava se retirando e que iria romper os contratos de patrocínio.

As empresas vão segurar dinheiro e as apostas vão ser naquilo que pode dar retorno imediato. O marketing tem retorno a longo prazo. Geralmente é o primeiro recurso a ser cortado.

E vai haver menos dinheiro para as tv’s bancarem suas transmissões. Também são patrocinadores que pagam as transmissões. O que impacta diretamente nas cotas dos direitos de transmissão dos clubes.

E vai haver menos dinheiro para a CBF ou os clubes venderem os campeonatos, se essa for uma das saídas discutidas.

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E vai haver menos dinheiro para patrocinadores diretos dos clubes.

Para muitos clubes no país, e também aqui no estado, a situação é ainda pior por todas as dificuldades financeiras que já existiam antes do coronavírus.

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Imagine o caso do Tubarão, que já não vinha honrando compromissos e tem uma Série D pela frente.

A Fifa, a Uefa, a Conmebol, as outras confederações de continentes, e as confederações locais, como a CBF, vão ter que ajudar financiando os clubes mais pobres e os campeonatos neste momento de retomada. Injetando recursos talvez amenizem um pouco o impacto de todas as perdas possíveis e, quem sabe, com um tempo mais curto o futebol possa retomar seu caminho.

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Mas outra questão a ser repensada são os valores astronômicos do futebol atual. É preciso frear e diminuir. O mundo está vendo que, apesar do espetáculo que é o futebol, existem outras prioridades.