Um pouco do que o Figueirense tinha com Betinho teve novamente com a volta de Renan Mota. Teve aproximação com Jorge Henrique para tabelas e construir jogadas. Quando esteve sem Betinho, e estava sem Renan Mota, o Figueira ficou muito separado. E Jorge Henrique ficava isolado. Renan é um jogador de extrema, que faz bem esse trabalho de vir trabalhar a bola no meio. João Paulo fazia também na esquerda. Esse movimento pra dentro ainda tem outra virtude, que é deixar o corredor aberto para a passagem do lateral. Isso dá vida ao time.
Renan Mota nunca foi queridinho da torcida. Da imprensa também. Mas está comprovando seu valor com boas atuações. O time sentiu sua falta. E na volta dele, ganhou vida. Méritos dele e do futebol desenvolvido em campo. Méritos de Milton Cruz que insistiu com ele, apesar do acaso de terça, por conta do mal-estar de Maikon Leite.
O Figueira é assim
Aproximação, compactação, troca de passes e qualidade. Jogo coletivo. O Figueirense deste ano é assim. Foi o que voltou a aparecer em campo na vitória da última terça-feira. A goleada sobre o vice-líder da Série B trouxe de volta as qualidades que o time tem e vinha mostrando durante a temporada, mas havia esquecido em três partidas. As grandes atuações foram assim. O time saiu um pouco do trilho nas derrotas que teve contra Brasil-RS, Avaí e Fortaleza. Precisa trabalhar para manter essas características nas partidas para ficar mais próximo das vitórias.